Talvez este tema nos cause tanta estranheza, afinal a infância sempre é relacionada a alegria, a vida, sinceridade, amor, e de fato é! Mas por que o índice de suicídio nos últimos anos aumentou em 40% na faixa etária de 8 a 12 anos??

É possível que você que esteja lendo este texto, nem saiba, mas o suicídio na infância acontece, e a maioria deles poderia ter sido evitado, então vamos juntos entender um pouquinho sobre os sinais de comportamento que a criança pode apresentar, e como nós podemos ajudar as crianças que convivemos a fortalecer-se emocionalmente.

Na sociedade atual as crianças estão expostas e por muitas vezes vulneráveis a uma série de situações que agridem a sua autoestima, dignidade e poderíamos dizer até a sua própria infância. Em um mundo cada vez mais competitivo a criança muitas vezes é forçada a amadurecer e começa a tornar-se adulta, quando ainda não compreende tão perfeitamente o universo que o cerca.

O sentimento de abandono, a desestruturação familiar, a experiências de abusos físico ou sexuais, a desesperança em relação ao futuro, o baixo rendimento na escola, o bullying, são alguns dos inúmeros fatores que aparecem como motivadores de suicídio nessa faixa etária.

Não podemos deixar de mencionar os jogos virais, com desafios que levam a automutilação e ao suicídio como foi o caso da “baleia azul” que fez várias vítimas em todo mundo, e mais recentemente o jogo da boneca momo.

No entanto, os pais, profissionais de saúde e até professores tem dificuldades de perceber as “pistas” deixadas pela criança, por isso manter a observação e a escuta sensível da mudança de comportamento pode ser um ato imprescindível para intervir em situações de risco.

Portanto ficar atento a uma mudança de comportamento, ao abandono de amigos e de brincadeiras e atividades sociais que antes gostava muito; aumento da agressividade ou uma passividade exagerada a automutilação, entre outros. A criança também pode expressar-se verbalmente dizendo que não aguenta mais, que as pessoas serão mais felizes sem ela, que preferia morrer. Fique atento, leve a sério, na dúvida procure um especialista para te orientar.

Algo que eu e você podemos fazer de forma prática para tornar a infância esse momento tão especial da vida, é permitir que a que a criança expresse seus sentimentos, tentar estabelecer um relacionamento de confiança, procurar escutar sem fazer juízo de valor. É importante também ajudar a criança a nomear seus sentimentos, nem sempre ela sabe expressar o que está sentido, por vezes não consegue nomear seus sentimentos, cabe ao adulto ir perguntando as sensações que ela sente e ir nomeando para a criança os sentimentos que isso representa.

Pais sejam firmes na educação de seus filhos, ele precisa de limites, vivenciar as frustrações de um “não”, precisam de afeto, carinho, amor, a criança tem necessidade de se sentir amada, valorizada em seus atos positivos. Para educar não existe fórmula mágica, são atitudes constantes e por vezes cansativa, mas contemos com a graça de Deus.

“A criança é o campo que Deus nos deu para cultivarmos o rebento novo, a planta frágil, que um dia será árvore carregada de todos os frutos de virtude” São Marcelino Champagnat