Olá minha gente, estou de volta por aqui nesse 2018! E já quero começar meu texto te dando duas dicas. Você já fez suas metas para esse ano? Se ainda não, te aconselho a fazer e incluir na sua lista: “cuidar mais da minha saúde psicológica?” O que você acha?!

Então, para começarmos o ano cuidando das nossas feridas da alma, vamos falar hoje sobre algo que tem se tornado cada vez mais presente na vida das pessoas, que é a tal da dependência emocional. Muitos podem confundir a dependência com gostar de receber afeto, por isso, veja bem:dar e receber afeto é normal e saudável pra vida de todo ser humano, pois somos seres que necessitamos de amor, a palavra de Deus já nos diz: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor (1Jo 4, 8).

Portanto, a dependência é quando a sua vida gira em torno de receber afeto das pessoas, quando você faz de tudo para agradar os outros e receber aprovação, faz até mesmo coisas que nem são da sua índole. Por isso, o amor vem para somar, você é amado pelo que é, já a dependência subtrai,passa-se a viver uma outra vida que não é a sua, para se sentir amado e querido.

O fato é que a pessoa não nasce já dependente emocionalmente, mas uma série de fatores a levam a isso. Podemos começar pensando na infância, quando uma criança foi educada sem muita autonomia ou então, quando ela não recebeu o amor que necessitava, isso acaba a levando a procurar sempre o olhar dos pais para fazer algo, a depender deles para tomar atitudes e fazer de tudo para chamar atenção dos mesmos para se sentir amada. Quando essa criança se tornar um adulto, a tendência é que ele repita essas atitudes, de almejar sempre um olhar de aprovação ou então de buscar nas outras pessoas o amor que faltou de seus pais, então começa a depositar isso em um ou outro.

Perceba que tudo isso é uma corrente, que vai passando e gerando consequências. Em relacionamentos amorosos, por exemplo, um adulto que viveu isso na sua infância, tem a tendência de procurar alguém que além de lhe dar amor de esposo(a), vai dar amor de pai/mãe também ou vai entrar em um relacionamento e não vai conseguir ter autonomia em sua vida. A negação para ele, significa que a pessoa pode não gostar e vai lhe deixar.Como pensa depender do amor dessa pessoa, não consegue considerar a hipótese da mesma lhe abandonar. Isso quer dizer que o indivíduo valida seus sentimentos sempre a partir da aceitação do outro.

A dependência emocional não acontece somente com namorados(as) ou esposos(as), pode estar em todas as áreas da vida da pessoa, então, nas amizades também aparecerá, com os colegas de trabalho, com seus irmãos, etc. Geralmente, o dependente emocional é aquele considerado mais frágil, o mais vulnerável entre seu ciclo de amizades, pois é aquele que sempre precisa da opinião das pessoas, que necessita de elogios o tempo todo pra se sentir querido entre os seus.

A pergunta que não quer calar é: você tem se identificado com essas características? Se sim, nem tudo está perdido, calma aí. Você pode começar agora uma mudança de pensamentos e comportamentos. Dentro da psicologia, existe uma abordagem que se chama Terapia Cognitivo Comportamental, a base dela é a mudança de pensamentos, que vai gerar a mudança de comportamentos, e que tal você começar então modificando a sua visão sobre o amor? O amor não significa nunca dizer não, muito menos concordar o tempo todo com a opinião do outro. Este sentimento não depende do que você faz para alguém. No amor saudável, você só precisa ser, pode não concordar e pode errar, ainda assim vai continuar sendo o mesmo sentimento. Não esqueça que você pode pedir ajuda a alguém que soube por primeiro nos amar, e que é o nosso maior exemplo de amor puro, que é Deus.

Entretanto você precisa primeiro aprender a se amar, a olhar pra dentro de si e ver aquilo que acredita que é. Talvez você seja uma pessoa segura, mas por conta do que tem ouvido e por situações que já viveu, passou a se ver como inseguro. Talvez você seja bom em várias atividades, mas não tem acreditado que é bom em nada. Então, vamos começar a olhar pra dentro de nós mesmos e vermos a nossa verdade? Vermos como Jesus nos criou pra ser, e não mais aquilo que temos nos tornado a partir das pessoas ou das situações da vida?

Falei “nós”porque eu estou junto com você nessa, não é porque sou psicóloga que estou imune de me afetar com a palavra das pessoas. Então, tamo junto nesses processos da vida, viu?!