menina bonita,
pisando na areia,
dançando com as ondas,
ritmando o suor,
amansando na garoa,
fazendo arte com os dedos,
amando ver você amar sua demora,
seu planeta
tão particular.

olha no fundo a brisa,
não vê fim e nem começo;
seca os pulmões de pressa
pra ver teu rosto
por toda parte,
por todo canto,
por todo mar,
buscando o encanto que perde fácil.
ela é forte,
mas morre fácil de ausência de paixão.

cada grão de areia uma memória
dela contigo,
e você, desejo dela.
ela que ainda não conhece todos os teus recifes,
pretende todo,
tudo que você pode.

menina, 
ainda menina,
pra você sempre menina.
deslumbrada com teu choro,
derrubada por tua métrica,
apaixonada por algo que não sabe
direito, nem esquerdo,
mas cria teorias todo dia,
formas diferentes de te convencer
a se dar mais,
a se exibir mais.

quem será tal Homem,
que a move a espera.