Olá pessoal! como vocês estão ? =)

Espero que estejam bem !

Essa semana vamos falar de um assunto bem legal, por quê é a minha vida, é aquilo que sei fazer de melhor, é aquilo que Deus me deu como profissão e hoje devolvo para ele de graça e de toda a minha verdade.

Já falei um pouco sobre a minha vida na música, e o que a música na minha vida representa, sempre disse que o meu servir está ligado diretamente ao coração de Deus, então aquele mandamento Amar a Deus sobre todas as coisas está ligado diretamente a minha música. Muitas vezes deixei de ir viajar de sair com namorada, familia para estar adorando.

Quando me deparei de verdade com a realidade da adoração, vou contar uma coisinha que nem mesmo o Hugo sabe, quando toquei com a Irmã Ana Paula (Mensageiras Carmelitas do Espirito Santo) no Geração de 2016, era no momento da adoração, e quando Jesus foi exposto a imagem que eu visualizava era de que a cada batida de um bumbo meu, ou de um tambor é como se a hóstia pulsasse junto com as minhas notas. E tenho muita certeza, muita certeza mesmo que foi alí que descobri que tinha nascido Colo de Deus.

Más até então nunca tinha tido uma experiência real com a adoração, com a minha música, com aquilo que através do Espirito Santo saia das minhas mãos e dos meus pés. É incrível, ver e perceber a real proporção disso tudo. Já falei em alguns textos, más Jesus me preparou para isso, Ele já trabalhava na minha história para que eu fosse um ”escolhido” por ele para adorar. Ele investiu e investiu pesado em mim, começou primeiro no

CONHECIMENTRO E DOMINÍO TÉCNICO – O primeiro passo para que eu pudesse ingressar no ministério de música  depois de ter o aval do meu coordenador na época foi dominar tecnicamente a área em que eu pretendia atuar. Ninguem confia a construção de um prédio a um médico, economista ou advogado, pois não têm conhecimento técnico para isso.(Ou seja, cada ”macaco no seu galho” já diz o velho ditado popular). Da mesma forma, não cabe uma pessoa que não tem habilidade com um determinado instrumento desejar ocupar a função de músico .Infelizmente, isso acontece muito dentro das igrejas. É imprescindível que o baterista busque o acompanhamento de um professor experiente, que lhe dará amplas condições de conhecer o instrumento, suas técnicas, rudimentos, leituras, levadas etc. Existem informações disponíveis de várias maneiras, através de lições retiradas da internet, revistas especializadas, métodos, vídeos e clínicas com músicos de altíssima qualidade. Enfim, hoje em dia não há justificativas para o baterista não estudar. Não só a bateria, você cantor, você guitarrista, você baixista, você tecladista, você músico, não seja ”mais um” no ministério, seja o melhor. Deus merece o melhor!!

NA MEDIDA CERTA  – Sem duvída, o bom senso é o grande diferencial de um músico disciplinado. É muito bom ver bateristas perfeitos tecnicamentes tocar de maneira simples, valorizando a nitidez da levada, mantendo o andamento sem variações, tocando com dinânica, economizando notas e viradas e, consequentemente, deixando a música soar da maneira como ela pede.Em alguns casos, ter bom senso é não tocar(silêncio também é música), pois algumas músicas pedem para que se substitua a bateria por um simples chocalho.Ter bom senso é escolher até o tipo de baqueta que deve ser usada em uma determinada reunião. Antes de começar a tocar, procure verificar qual é a real necessidade daquele momento. Será que a reunião com 15 pessoas requer que a beteria seja tocada? Será que um salão com telhados de folha de zinco e com fiso frio, suporta uma bateria com 10 tambores, oito pratos e microfones em todas as peças? Ter bom senso, no contexto que falamos, vai além de como tocar e abrange toda a concepção de alguem que pretende servir às pessoas com sua música.

ESPÍRITO DE EQUIPE  – O baterista precisa saber qual é a sua função dentro de um time. Durante o período de louvor, as pessoas da igreja precisam ouvir nitidamente a voz de quem está dirigindo a música, ou seja, da pessoa que está cantando a melodia da música. A função do baterista, juntamente com o baixista, é dar suporte para a banda; tocar de maneira que a pessoa que está cantando possa ser ouvida por toda a congregação; dar ritimo para que todos toquem e cantem juntos. O baterista pode ser o melhor músico da banda, porém se ele não for capaz de cumprir seu papel, com certeza o máximo que poderá fazer com todo seu talento será atrapalhar a banda toda.

O MÚSICO BATERISTA  – Outra dica que me ajudou muito e que geralmente funciona com os bateristas, segundo seus próprios depoimentos se refere ao fato de como estudar um outro instrumento harmônico pode contribuir para o seu melhor desempenho. Particularmente, posso dizer que estudar harmonia e tocar piano (mesmo que não muito bem!) me ajudou a compreender as diferentes formas musicais, os estilos e pulsações, as diferentes faces da dinâmica isto é, quando suavizar; quando colocar mais notas; e quando deixar soar. Trocando em miúdos, a harmonia e a percepção me auxiliam muito na hora de tocar. Aprender a ler partitura foi outra grande conquista que me possibilitou compreender rapidamente o que o arranjador está querendo. Fica mais fácil falar a mesma língua dos pianistas, violonistas, baixistas, guitarristas e qualquer outro músico quando sabemos exatamente o que eles estão dizendo em relação a compassos, duração das notas, ligaduras e coisas desse tipo.

CUSTO X BENEFÍCIO  – Escolher a bateria ideal e cuidar de sua manutenção são outras dificuldades dos bateristas. Nem sempre os produtos importados significam garantia de boa compra. Muitos fabricantes nacionais têm buscado a excelência com êxito, em diversos casos dos produtos importados. Hoje é muito comum ver pratos ” made in Brazil” com a mesma sonoridade e acabamento dos pratos internacionais que estamos acostumados a comprar. E o melhor: por um preço muito inferior. Portanto, o maior desafio não é escolher qual marca comprar, qual a procedência do material, mas sim escolher o instrumento que irá se adequar à estrutura do local onde será utilizado. Procure otimizar o som do instrumento que você tem. Muitas vezes uma simples troca de peles ou o uso de abafadores externos proporcionam grandes avaços na busca pelo som ideal. Em salões pequenos, geralmente utilizamos baterias com polegadas menores, por serem mais simples de afinar e proporcionarem volumes mais equilibrados. Em grandes templos, onde centenas de pessoas se reúnem, o mais adequado seria ter uma bateria com tambores maiores, ” microfonadas” por um técnico de som profissional, que realmente entenda o que está fazendo. Em alguns casos, com revestimento acrílico para impedir que os microfones da baterias interfiram nos vocias e vice-versa.

Finalizando, gostaria apenas de ressaltar a necessidade de entendermos qual é o nosso papel dentro do Reino de Deus. Todo artista é influenciador e formador de opinião pelo fato de estar em evidência. Essa realidade gera um grande compromisso de entender qual é o nosso verdadeiro chamado dentro do ministério, pois através do nosso exemplo podemos edificar tanto quanto destruir a vida de muitas pessoas que nos observam. Precisamos entender que não estamos na igreja apenas para tocar, para ser notados, nem para ter prestígio com as pessoas, mas sim para abençoar o próximo e cooperar para aedificação da igreja. O fato de tocarmos bateria (ou qualquer outro instrumento) é apenas um talento muito especial que Deus colocou em nossas mãos para servirmos às pessoas com alegria e gratidão.

A base deste texto é do baterista Marcio Miguel.

E você Guitarrista, baixista, tecladista e cantor, sabe a importância do seu ministério na adoração?

 

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Um abraço,

Luh