Tô de volta meu povo, posso ouvir um aleluia aí? Quero falar hoje com vocês  sobre uma vida baseada em determinismo e condicionamentos. Tem um cara bem famoso na Psicologia que se chama Freud, vocês já ouviram falar dele né? Então, ele descobriu que existem três instâncias que compõem nossa psiquê, que são: ID, Ego e Superego (talvez isso seja novo pra muitos, mas vai ser importante que vocês saibam disso), essas três “estruturas” fazem parte da nossa mente e é bem complexo de explicar sobre elas, mas vou falar aqui de uma forma que vocês entendam.

O Id são nossos desejos, nossa tendência instintiva e todos os conteúdos do inconsciente. Já o Ego está no limiar entre o id e o mundo exterior, ele considera, então, não somente os desejos, mas a realidade em que vivemos, graças a ele não agimos tanto no impulso de nossas vontades, por isso, ele mantem um equilíbrio entre Id e Superego.  O Superego são as regras, as representações sociais das coisas e tudo aquilo que aprendemos como certo e errado. Aqui, por exemplo, entra nossa consciência de pecado, quando eu deixo de fazer algo porque sei que é pecado.

Eu acredito que tudo isso compõe nossa personalidade, mas estudar sobre isso me fez pensar em como também usamos dos determinismos da vida pra vivermos como seres condicionados, saímos da prisão de que “não quero viver uma vida privada por pode isso e não pode aquilo”, mas entramos em outra prisão que é “preciso fazer tudo que meu corpo pede”. Pois se todos nós temos instintos, e não fizemos muita coisa que nosso corpo pede, então vivemos uma vida baseada em repressão? Por muitas vezes já me perguntei isso e outras tantas saí de uma prisão e entrei na outra, porque não queria deixar de fazer o que meu corpo pedia, mas por outro lado me vi refém dos meus desejos, e o pior: eles não traziam boas consequências pra minha vida.

O que abriu a minha mente e o mais importante que quero falar com vocês é sobre liberdade de escolha. Muitas vezes pensei que ser cristão era ser alguém que ia viver reprimido. Mas aí eu conheci um Deus que me dá liberdade de escolha. Quando meus pensamentos passam pelo Superego, como falei acima pra vocês, não são somente as “regras da sociedade” ou os “10 mandamentos” que me fazem deixar de fazer algo. Nessa hora eu posso escolher se eu quero que meu corpo comande minhas ações ou não.

Às vezes acho que o mal do ser humano é esquecer que temos sim o poder de decisão, esquecemos que podemos decidir se queremos fazer que um dia seja bom ou ruim, não precisamos viver reféns das condições da vida, mesmo que elas existam e que talvez elas não sejam boas, mesmo que de certa forma elas nos limitem, ainda sim existe uma liberdade que ninguém pode tirar de nós, porque ela vem de Deus! Se sou livre, sou livre para renunciar em prol de alguma coisa. Não gaste a sua liberdade se acorrentando a grupos e padrões. Sou livre para me doar e deixar com que a minha alma se ligue cada vez mais ao Criador e ao outro. De dentro pra fora. O mais interessado em nos libertar das nossas prisões é Ele, não esqueça isso, por favor.

 

Portanto, se o Filho os libertar,

vocês de fato serão livres. João 8:36.