Hellows galeris

Meu nome é Priscilla, tenho 32 anos, sou carioca, professora de educação física e missionária de vida da Comunidade Colo de Deus.

Professora e missionária?

Pera que eu explico.

Antes, bem antes, de eu conhecer Jesus, eu pratiquei vários esportes. Sempre estava fazendo algo diferente; joguei handebol por muito anos, fazia corrida de rua, jogava capoeira, musculação, natação… A minha paixão sempre foi o handebol e quando chegou a época do meu vestibular eu fiz o concurso para educação física. Sabem por quê? Porque eu queria jogar handebol pro resto da vida. Que parada, não?! HAHAHAHAHA
Passei no vestibular da UFRJ, conheci outros esportes, outras realidades, vi que a vida não era só o handebol e que a educação física não era somente jogar bola (embora jogássemos até peteca naquela universidade).

O tempo passou e comecei a me envolver com a área fitness. Fiz o primeiro estágio em academia, o segundo… comecei a dar aulas e  me tornei professora de várias modalidades antes mesmo de estar formada (não façam isso). Me formei e logo já fui efetivada na academia onde eu era “estagiária”. Tinha uma vida bem ativa, fazia atividade física de 5 a 7 vezes na semana e cuidava da minha alimentação, embora eu cagasse em vários outros aspectos como um sono completamente desregulado, ingestão de bebida alcoólica e cigarro. É, eu não tinha um pingo de juízo e ainda achava que super me cuidava.

Chegou um tempo no qual eu fiquei bem insatisfeita com a minha realidade profissional, trabalhava em uns horários bem ruins e ganhava pouco, então decidi estudar para ser funcionária pública. A rotina de estudos tomou muito o meu tempo, em paralelo a isso eu fiz uma fratura por estresse na tíbia (corri mais do que deveria) e por isso precisei ficar um tempo em casa, com a perna imobilizada.

Foram duas semanas de tédio e descontentamento, olhei pra minha história e pensei: “O que eu tô fazendo da minha vida?”. Eu não sabia, mas já era Jesus me incomodando. Entre esse tempo do molho em casa e o encontro verdadeiro com Jesus, passei um ano e meio em cima do muro.

Que difícil, né?

No meio do caminho fiz uns concursos nada a ver com nada, fiz uns na minha área, tentei (sem sucesso) voltar a treinar algumas vezes, parei de fumar, continuei bebendo, tinha um namoro que era praticamente casamento, passei em 3 concursos, escolhi 2,voltei a treinar (meia boca,
mas voltei), juntei dinheiro e trombei com Jesus. Ufa!

Minha vida começou, mas o desequilíbrio continuou! Numa busca desenfreada pra ter uma vida com Jesus eu deixei várias coisas de lado, entre elas cuidar da minha saúde e da minha aparência. Entrei numa pira com os exageros da vaidade, e desequilibrei para o lado oposto.
Ficava semanas sem fazer as unhas, não cuidava do cabelo, nunca tinha tempo para as atividades físicas e só saia pra comer. Na minha cabeça eu precisava ser de Jesus e todo o restante não importava. Conclusão: engordei 30 kilos, não tinha mais disposição pra nada e estava sempre cacarecada. Aderi ao modelito saião e blusa de igreja pra vida e
desfilava por ai achando que tava bonito.

O tempo passou, comecei a achar umas fotos da época que eu corria e fiquei com vergonha de mim mesma. Eu entrei numa pira de “não posso malhar porque vou chamar atenção”, “não posso me arrumar porque os meninos vão me olhar”, “preciso cuidar da minha vida espiritual, não tenho tempo pra cuidar do meu corpo” e blábláblá. No que eu tinha me transformado? O que eu estava construindo como verdade pra minha vida? Minha vida com Jesus estava OK (eu achava), mas e a vida comigo mesma?

Decidi mudar isso, mas como tudo na vida, a mudança é um processo e não um passe de mágica. Voltei a cuidar da alimentação (não o suficiente, ainda), voltei a me exercitar (pouco, mas voltei), cuido do meu cabelo e das unhas, uso maquiagem e não sou mais escrava de um padrão de roupa x.

Hoje sou consagrada da comunidade de vida, moro na missão de Jandaia do Sul e vivo uma constante busca pelo equilíbrio.

Me sinto numa corda bamba!

Tem dias que tô super fitness e vou à missa com uma garrafinha de chá verde e com a roupa pra fazer uma caminhada depois, no dia seguinte tô querendo me afogar numa bacia de MMs de amendoim (fica a dica). Tem dias que tô super a fim de me arrumar, em outros tô a fim de ficar com uma roupa bem largada.

Agora vem a parte mais interessante de toda essa ladainha que eu contei pra vocês: Uma coisa que eu pude aprender nesse tempo em que deixei as coisas correrem frouxo foi que se eu estou mal fisicamente, a minha vida espiritual fica tão mal quanto. Não se trata de estética somente, se trata de saúde, bem- estar, cuidado com o nosso corpo que é templo do Espírito Santo.

Aqui nessa coluna vamos conversar sobre minha profissão e vocação. Queremos (no plural porque teremos surpresa no próximo post) partilhar com vocês todos os benefícios que uma vida fisicamente saudável podem proporcionar na sua vida com Jesus.
Vamos juntos?

“Depois da Graça de Deus, a saúde é o nosso maior tesouro”
Dom Bosco