“É necessário que os pássaros voem

Que as arvores se enraízem

E que eu não esqueça

Não deixe

Fazer memória”

Sobre este pequeno trecho acima, lembro-me que escrevi depois de um dia diferente em minha casa, sentamos a mesa, cada um compartilhava o que estava vivendo naquele período, alguns desabafavam aquilo que os incomodavam, “nervos a flor da pele”, no momento a mim concedido a fala, lembrei sobre a bondade de Deus e que também o somos, e poderemos ser cada dia mais se nos dispusermos a ajudar um ao outro; ao fim de tudo um cuidado cheio de misericórdia tomou conta de cada um que ali estava.

Confesso que este tema foi “ruminado” por um bom tempo em meu coração, queria escreve-lo, mas ainda era necessário algo que realmente eu não sabia descrever, na última semana estávamos reunidos na célula da nossa casa e partilhávamos sobre a parábola da ovelha perdida e falávamos que em quantas vezes nos afastamos do Pastor e precisamos fazer memória do cheiro, do cheiro que só o Pastor tem, existe um cheiro característico da nossa casa, do nosso lugar.

Um dia nos encontramos com Ele, nos lançamos em seu braço, mas quantas vezes somos infiéis, teimosos e deixamos nos levar por outros perfumes, pelo deslumbrar de outra pastagem; mesmo que ainda permaneçamos no campo o nosso coração talvez não esteja.

A memória traz firmeza e esperança pela promessa feita, é: eu olhar para trás e enxergar quem sou, quem Ele É!

Quem esquece, quem deixa sua história e não busca entender e recordar o que o trouxe até aqui é como diz no Salmo 1 “são como a palha que o vento dispersa”, mas memória enraíza, é parte da essência.  Crescer faz parte do processo, mas sempre haverá o Colo de Deus, o lugar de retorno, repouso, recomeço…

Quando me exigido por muitos caminhos andar que eu me lembre da memória esquecida e volte. Eu tenho casa!

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