“por muito tempo estive calado, mas agora grito”: eu sou a miserável mais feliz do mundo!

Quando você cai, se você é como eu, fica tão envergonhado(a) que deseja se esconder e se esconde. Isso porque você também está desacostumado com o que chamamos “popularmente” de misericórdia, mas que eu tenho chamado de extravagancia, absurdo, esmagador (e todos os sinônimos disso que podemos conhecer, porém pobremente o definiriam) amor de Deus!

Eu não escrevi muito no ano de 2018, acho que dá bem pra perceber por essa coluna largada as traças!

Tende piedade, oh, tende piedade!

Mas, você quer saber porquê? Te contarei.

Foi um ano cruel, isso mesmo, sem enfeites! Esse ano foi CRUELZÃO. Eu me encontrei com a minha humanidade e com a dos outros também de diversas formas, muito boas e muito ruins. Eu lutei demais pra continuar em pé, pra não confundir a vontade de Jesus pra minha vida, eu gastei minha forças e cansei demais. Minha mente, meu corpo, meus sentimentos, minha inteligência e também minha poesia. E isso doeu.

Minhas palavras se esconderam porque eu não sabia mais oque elas significavam, qual sentido tinham, se ainda era verdade. Se eu posso dizer um fato sobre mim, te digo: eu sou viciada em achar sentido em cada coisa que faço. Portanto, no meio de um ano cansativo, eu fui deixando coisas importantes de lado.

Não vá me julgar, hein, sou humana. E a maior graça disso é que eu tenho aval pra recomeçar, todos os dias, de acordo com a demanda (sempre alta) da minha vida, nossa vida.

E, meus bens, é sobre isso que eu quero falar em 2019:

O Amor absurdo! Terrível! Incompreensível! Inefável! De Deus por mim e por você.

E esse Amor é como um útero de mulher, protegendo quem não nunca viu o que é perigo; alimentando quem não entende que tem fome; aquecendo quem não sabe o que é bater os dentes de frio!

Nos últimos dias, tenho sido assaltada por esse amor, que me trouxe de volta, pra dentro das entranhas em que fui tecida, onde não dá pra entender muita coisa e eu dependo de tudo pra continuar vivendo: a batida de outro coração, o sopro de ar vindo de outros pulmões, o alimento através de um cordão umbilical, que me prende e me liberta…

Me chame de Thay e saiba que eu voltei pro amor, pro colo do meu Pai, pra poesia, pra vida e, por fim, pros Telhados; todos os lugares que eu não devia ter deixado, me acolhem de volta, como um rio acolhe as àguas da chuva, sou líquida pedra e voltei a fazer parte do curso!

Se você quer me acompanhar, o rito é o mesmo: pega uma bebida quente, sobe os degraus, põe aquela música show, esquece tudo lá em baixo e presta atenção na História (se prepara, tem muita!) que Ele tá contando.

(indicação de música: “coração agradecido”, da colo de Deus)

beijo de paz, até já…