Eu sou filha adotiva. Logo, eu fui rejeitada pelos meus pais biológicos o que gerou em mim Complexo de rejeição. A síndrome do “ninguém me ama, ninguém me quer”, que pra alguns é mimimi, mas que pra quem passa sabe que não é nem engraçado e nem fácil de lidar. Os anos passaram e as minhas experiências na infância e mais tarde na adolescência me mostravam que parecia mesmo que eu não era escolhida, que eu não era tão boa, só porque eu não era considerada bonita num modelo estereotipado de beleza. Eu até ficava feliz em ouvir dos meus amigos rockeirinhos me dizendo que eu era “menina pra namorar” mas no auge da adolescência ninguém queria ouvir isso, eu só queria beijar na boca mesmo.

Eu cresci pensando que eu podia ser inteligente e falar bem, mas que por fim eu ia ser sempre só a gordinha que era engraçada. Mesmo quando eu encontrei Jesus, me vestia de “A” espiritual pra poder chamar a atenção das pessoas e ter elas por perto, mas dentro de mim a minha alma gritava! Eu só queria que as pessoas me prometessem que elas não iam embora, porque eu tinha algo de bom pra oferecer pra elas, pra que elas, POR FAVOR, não me abandonassem, eu era legal, eu era de Deus, eu…

O tempo passou e as mentiras que me contaram, fora as que eu criei pra mim mesma, me consumiam, mas fingir que tá tudo bem sempre foi minha especialidade — embora claramente eu sempre fui chorona e dramática como a Thalia em suas telenovelas mexicanas.

Eu precisava encontrar com alguém que me olhasse nos olhos e me dissesse a verdade. Nos relacionamentos que eu tive, até acreditei no começo, mas quando os via indo embora e tão logo pareciam estar tão mais felizes com outras pessoas, eu me via confusa em meio as mentiras e “as verdades” que me eram apresentadas.

Eu não me lembro de um dia específico mas sei que foi acontecendo. Aquele Deus, que até mesmo eu já havia tido algumas experiências e eu pregava sobre, foi entrando FUNDO na minha história e mexendo com tudo, da minha concepção até a forma como eu ainda me comporto até hoje. Eu fui me encontrando comigo. Fui me encontrando com Ele. Fui entendendo a VERDADE que Terezinha diz quando pronuncia: “Eu sou aquilo que Deus pensa sobre mim.” e então um novo universo se abriu e eu parei pra me perguntar sobre isso e também para perguntar a Ele: O que você pensa sobre mim? Quem eu sou? Pra que você me sonhou?

Eu não tenho um testemunho pra dar sobre alguém que é super curada e que com isso posso falar super sobre o assunto. A autoridade que eu tenho é de quem tem escutado os sussurros dEle dizendo dia após dia quem eu sou no reino dEle e dos sonhos que haviam sido roubados e que Ele tem pra minha vida. Não faz muito tempo que eu comecei a amar meu cabelo cacheado e a chorar porque eu queria que ele tivesse MAIS volume. Que assumi o fato de que eu nunca vou ser magrela porque a estrutura do meu corpo não é assim, e sim, tá tudo bem! De que meu namorado me ama, por quem eu sou. Mas a cada dia, ainda é um novo tempo, é tempo de cantar e viver “…não vou mais viver das minhas mentiras, não vou perder, não posso perder…” Eu faço terapia. Passo por processo de cura interior. Eu oro, busco a Jesus, e hoje eu sei que Ele… SIM,

JESUS É A MINHA VERDADE.