O tempo da gestação é muito importante, tanto para a mamãe quanto para o bebê, nesse período o corpo da mulher sofre muitas mudanças, tanto físicas quanto espirituais, e o bebê se desenvolve de uma maneira incrível. São mais ou menos nove meses de muitas transformações, uma mistura de sentimentos e muita espera, e algo muitíssimo importante nesse período tão cheio de transformações é a oração.

Eu vejo a gestação como um momento de muita oração, de muita entrega, porque existe nela uma renúncia de si mesma para o bem do bebê. A nossa primeira atitude, quando desconfiamos que estávamos esperando um bebê, foi rezar. Eu tive medo de ficar feliz, de comemorar e depois descobrir que não estava grávida, de ser apenas um atraso menstrual e acabar me decepcionando; por outro lado, também tive medo de não criar expectativas e me prejudicar, fazendo o bebê se sentir mal dentro de mim.

Desde o primeiro momento, pensamos nos sentimentos que iríamos transmitir para o nosso bebê, por isso decidimos orar e entregarmos a ‘Deus todos os nossos sentimentos. Afinal, nós desejamos que os nossos filhos se sintam amados desde os primeiros momentos de vida.

O Miguel não foi planejado, não decidimos engravidar e não estávamos tentando. Nós nos casamos e sempre estivemos abertos a vida, não estávamos usando nenhum método de planejamento familiar. Ainda não sabíamos usar o Método Billings e não queríamos viver a abstinência dentro do casamento para aprender. Decidimos viver a união conjugal com toda a alegria e liberdade de quem esperou por aquilo, sem se privar para evitar filhos e, após dois meses, veio a gravidez.

A oração pelo bebê era constante, mesmo quando ainda não sabíamos o seu sexo. Eu acompanhava o crescimento do bebê por esses aplicativos que temos disponíveis hoje na internet, sempre pedindo a ‘Deus que o nosso filho se desenvolvesse bem e que a existência dele fosse, desde o útero, para glorificar o ‘Seu nome.

Quando participávamos da Missa, eu sempre pedia a ‘Jesus que, na Comunhão, ‘Ele, quem nutre o meu espirito, também pudesse nutrir o espírito do meu filho, assim como no dia a dia o meu alimento nutria o meu corpo e o do Miguel. O Alex e eu colocávamos a mão na minha barriga e rezávamos pela vida e vocação do nosso filho; no rosário eu entregava em cada mistério o nosso bebê, para que Maria já cuidasse dele comigo. Cantávamos, rezávamos, conversávamos e líamos para ele. Nós o amamos desde o primeiro momento.

Sinceramente, eu vejo essa necessidade da oração dos pais pela vida do bebê desde o primeiro momento, para que ele desenvolva não somente o físico, mas também o espiritual. Assim, o bebê já sente, lá dentro, todo o amor que os pais o darão quando ele nascer, amor que só pode vir de ‘Deus.

Como devoto de São Miguel Arcanjo, o Alex já queria ter um filho com esse nome desde que começamos a namorar. Quando nos casamos, decidimos que queríamos um nome que tivesse um significado para nós e, de preferência, nome de santo (havíamos assistido a uma aula do Prof. Felipe Aquino em que ele falava que, quando colocamos o nome de um santo em nossos filhos, automaticamente a criança ganha um intercessor no céu, e gostamos muito disso). O nome Miguel se encaixava em tudo o que queríamos e, além de tudo, achamos lindo.

Outra decisão importantíssima sobre a vida do Miguel foi o dia do seu batizado. Não queríamos que ele ficasse como ‘pagão’ um só dia e, se pudéssemos, teríamos batizado no hospital mesmo, não estou brincando, mas, como não era possível, batizamos na primeira data disponível: 5 dias depois do seu nascimento, no dia 11/08 (dia de Sta. Clara).

Nós queremos ter outros filhos, muitos outros! Vamos povoar o céu, aleluias! Atualmente, nós usamos o Método Billings e, no momento, temos motivos para adiar a gestação, mas, já pensamos na próxima gravidez, sim.

Nós queremos saber das suas experiências também,
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Até mais!