Olá gente! Eu já estava com saudades das nossas partilhas aqui no blog. 2018 chegou e com ele também chegaram as novidades do nosso blog. Para começarmos bem, vamos falar de família, a base de qualquer sociedade. Mais especificamente, sobre a educação dos filhos, que é uma tarefa extremamente importante e muitas vezes desvalorizada, ou simplesmente deixada de lado.

Em uma pesquisa rápida, no Google, encontrei o seguinte significado para a palavra educação: substantivo feminino 1. ato ou processo de educar(-se). 2. aplicação dos métodos próprios para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano; pedagogia, didática, ensino. Por essa definição podemos ver que, de maneira resumida: educar é ensinar; transmitir o seu conhecimento ou aquilo que você acredita para outra pessoa através de um ato ou de um processo.

Muito mais do que certo ou errado, educação é transmitir para os nossos filhos os nossos princípios e tudo aquilo que acreditamos ser o melhor. Para nós, famílias católicas educar é, também, transmitir a fé e a segurança de que os nossos filhos crescerão em um ambiente que proporcionará a eles a oportunidade de conhecer e amar a ‘Deus desde a mais tenra idade.

“Os pais, que transmitiram a vida aos filhos, têm uma gravíssima obrigação de educar a prole e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores. Esta função educativa é de tanto peso que, onde não existir, dificilmente poderá ser suprida. Com efeito, é dever dos pais criar um ambiente de tal modo animado pelo amor e pela piedade para com Deus e para com os homens que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade. Mas, é sobretudo, na família cristã, ornada da graça e do dever do sacramento do Matrimônio, que devem ser ensinados os filhos desde os primeiros anos, segundo a fé recebida no Batismo a conhecer e a adorar Deus e a amar o próximo; é aí que eles encontram a primeira experiência quer da sã sociedade humana quer da Igreja; é pela família, enfim, que eles são pouco a pouco introduzidos no consórcio civil dos homens e no Povo de Deus. Caiam, portanto, os pais na conta da importância da família verdadeiramente cristã na vida e progresso do próprio Povo de Deus.” (Declaração sobre a Educação Cristã do Concílio Vaticano II)

Nós, pais, somos os primeiros e principais educadores. Faz parte da nossa vocação, educar os nossos filhos, pois este também é, para nós, um caminho de santidade no qual precisamos dedicar tempo, e ninguém além de nós pode fazer isso. É claro que em alguns casos, os pais precisam deixar seus filhos sob os cuidados de outras pessoas ao longo do dia ou algumas vezes na semana, seja pelo trabalho fora de casa, por algum imprevisto ou necessidade, mas essas ocasiões não podem fazer com que a educação dos filhos seja “terceirizada”. É de suma importância que os pais criem e eduquem seus filhos para o céu e não para o mundo, como diz um infeliz ditado popular.

Certo dia, uma moça me disse que tinha medo de ter filhos, pois hoje em dia é tudo tão difícil e as crianças têm péssimos costumes desde pequenas. Eu, porém, acredito que não podemos deixar de ter filhos pelo medo do que pode acontecer. Em primeiro lugar é necessário confiar em ‘Deus e em sua ação provedora em nossas vidas, entregando-nos a ‘Ele por inteiro, inclusive os nossos medos. Acredito, também, que a educação dos filhos é em grande parte o exemplo dos pais, de modo que, se eu falo palavrão é claro que meu filho vai aprender e achar isso comum, mas se eu rezo e digo palavras que bendizem a Deus, naturalmente, é isso que os meus filhos irão aprender e posteriormente fazer.

É claro que um dia as crianças crescem e passam a fazer as suas próprias escolhas, e que todos nós estamos sujeitos a cair em pecado, pois somos livres e muitas vezes usamos o livre arbítrio de forma equivocada e egoísta, acabando por prejudicar a nós mesmos. Mas quando uma criança cresce em um meio verdadeiramente católico e piedoso, dentro dela existe uma semente em terra boa que o mundo jamais poderá sufocar.

É de máxima importância que nós, como pais, não esqueçamos jamais dessa missão tão importante nos dada por ‘Deus e que sempre acreditemos cada dia mais nessa via de santidade, que exige muito esforço mas que, com toda a certeza, vale, não somente a pena, mas o céu!