2018 veio com um ponta pé e dois socos na nossa cara, em partilha com amigos meus, cheguei à conclusão de que o ano não começou fácil, e nem muito bonito pAra ninguém. Mas vamos lá, o importante é resistir.

Eu não sei você, mas nesses últimos tempos eu tenho pensado seriamente em desistir de tudo, e cheguei muito perto disso. O por quê? Bom, Deus me mostrava que a minha vocação cresceu em meio espinhos, e eu digo, espinhos de frustrações, espinhos de decepções, espinhos de desilusões e várias outras coisas, mas isso é só para você entender que quando se cresce em meio a espinhos, eles te marcam, e te rasgam lentamente, tentando te destruir e te fazer voltar atrás de qualquer maneira, querendo que você fuja da vontade de Deus para a sua vida, e em meio a esse infortúnio todo, você precisa encontrar algo no qual se segurar, você precisa encontrar algo que vai te impulsionar para frente dessa dor.

 

O que te move?

 

Eu não sei se você soube do evento Desperta Guarulhos que tivemos aqui em São Paulo, no domingo passado, mas lá tocou uma música durante a adoração que diz assim:

 

Sua voz,
Sua canção,
E as batidas do Seu coração,
São o que nos movem.

 

E isso me recordou de muita coisa. Me recordou de estar e fazer as coisas, por Deus, e somente por Ele. Os espinhos tentam nos sufocar, mas precisamos nos agarrar nas mãos do Pai e deixa-Lo nos tirar daquele tormento.Talvez o seu maior tormento esteja dentro de você, e eu entendo perfeitamente isso, mas enquanto você não deixar Deus tocar, e não se mover, ele nunca vai te deixar. E entenda, o se mover é ir de confronto direto a suas tormentas vencendo cada uma delas. Algo no qual meu formador tem me ensinado e que está gravada no meu coração é:

Enfrente seus medos.

 

Talvez você passe por tudo isso e logo de cara se depare com um abismo. Você se vê perdido entre espinhos, tormentas e abismos, suas únicas opções são voltar ao que te feria e atormentava, ou se lançar no desconhecido, um buraco que parece ser sem fundo; o que fazer? Se jogue, Deus não iria te fazer vencer tudo aquilo para te deixar afundar em um buraco. O novo que você pede está nesse se lançar, nesse se arriscar. Talvez doa um pouco, mas para obtermos o novo de Deus é sempre necessário pagar um preço. O maior preço que podemos pagar hoje é sair do nosso comodismo e enfrentar nossos medos.

 

Eu espero que isso tenha mexido com você.