Tenho vergonha de aparecer por aqui, assim, como se nada tivesse acontecido. Sou lento com o compromisso de escrever aqui semanalmente? Sou. O que me traz paz é que a vida por aqui tem sido bem cheia e agitada, bem do jeito que eu sempre quis. Desde que eu conheci Jesus e comecei a caminhar com Ele, nunca mais sofri de tédio. Inclusive recomendo uma vida cheia de atividades e principalmente, uma vida cheia de sentido.

Isso não significa que não tenho escrito, a minha fidelidade ao que o Espírito Santo ministra ao meu coração independe da minha vida pública, então o meu gravador do celular continua bem movimentado com novas canções e o meu caderninho azul-cor-do-esposo tem estado cada vez mais cheio de anotações e devaneios.

Um dado importante também a ser atualizado: agora moro no Rio de Janeiro. Isso muda muita coisa – tanto nas minhas rotina, como na minha arte. Os temas das minhas últimas conversas com Jesus têm sido violência, tiro, porrada, bomba, praia e afins. Podemos contar também com um chiado no sotaque e uma “malandragem’’ diferente na hora de dançar. Essa será a minha última recomendação: conheçam o Mercadão de Madureira e só assim serão legítimos cariocas.

Discorramos sobre liberdade: fazer o que quero, como quero, sem dar satisfação a ninguém, tendo paz comigo mesmo e me entendendo como dono do próprio nariz. A liberdade é o sonho de todo jovem que sonha em sair da casa dos pais, da criança que deseja fazer 18 anos, da mulher que não quer mais ser submissa ao esposo, do escravo que deseja respirar longe da senzala. A liberdade tem uma tônica de plenitude que nos empolga naturalmente, porque fomos feitos por Deus para sermos livres.

Se a liberdade me torna dono do meu próprio nariz, então significa que eu posso fazer o que eu quiser e nada me impede para que isso aconteça. Porém uma outra interpretação de liberdade, essa bem menos conveniente a nossa natureza carnal, é a de que ser livre significa também não fazer o que eu quero. Bem, a contradição começa a partir disso: por que uma pessoa verdadeiramente livre escolheria por não fazer o que ela quer e pode fazer?

Começamos a questionar o nosso entendimento de liberdade quando percebemos que na tentativa de sermos livres por nós mesmos, acabamos nos tornando novamente escravos, porém dessa vez das nossa própria vontade. Ser escravo de si mesmo me soa uma das coisas mais estúpidas mas também mais comuns.

O QUÃO LIVRE NÓS SOMOS?

Aprendi com a Bíblia que ser livre é ter domínio sobre si mesmo. Liberdade sobre o próprio corpo é fazer uma tatuagem, mas é também não fazer. Liberdade sobre o que se come é comer chocolate todos os dias, mas é também decidir que não vai comer. Seja pelo motivo que for: ser livre é se dominar. Seriam os cristãos os verdadeiros empoderados?

Estou em uma auto-análise profunda sobre o quão livre eu sou e também sobre o quão livre eu quero ser. Quando penso, por exemplo, em chocolate e Instagram – uma comida e um entretenimento. Imaginando a minha vida sem os dois me dói demais e eu me imagino jogado no chão me perguntando o que farei da minha vida e eu não estou brincando. Existem coisas que ainda exercem domínio sobre mim e que me impedem de ser livre.
Nos venderam uma ideia de liberdade e nos fizeram escravos da nossa própria vontade. Ainda bem que a Bíblia tem uma solução para isso: I Coríntios 9:24-27

O que você não consegue viver sem? Uma oração e um propósito cairia bem. Se quiser compartilhar com a gente as suas impressões sobre o assunto, tenho certeza que isso deixaria essa página mais bonita. Mas, ó: SÓ SE VOCÊ QUISER.

Aprenda a ser livre.