E aí galera ! Tudo bem com vocês ?  por aqui estamos numa correria bem maluca, por conta do nosso final de ano, estamos indo para Divinópolis – MG e depois vamos para o Hallel de São Carlos e isso tem sido bem louco! recentemente tivemos um show aqui no Rio e o Flávio esteve conosco e cara, que incrível ! Rolou adoração no show, foi algo diferente ! Logo depois tivemos uma tarde com Maria, e muitas vezes eu esqueço do meu relacionamento com Maria e as experiência que já tive com ela.

Hoje temos uma convidada especial para o nosso blog ! Inclusive minha primeira viagem de avião foi com ela, foi para uma cidade chamada Santa Terezinha do Goias e foi também a primeira vez com ela em um show. Cresci escutando as músicas que ela cantava, e sou muito grato a Deus pelas pessoas que ele coloca no meu caminho e perceber que de fato Ele me olha diferente. Mantendo a linha da humanidade, hoje a Fátima Souza vai nos contar um pouco da história dela, perceba o quanto Deus faz com aqueles que se posicionam e vão com medo mesmo muitas vezes e veja o quanto Ele faz.


Sou Fátima Souza, cantora, compositora, pregadora, casada há 7 anos e mãe de dois meninos lindos, Isaac e Emanuel. Tenho agora 33 anos de idade e praticamente 33 anos de caminhada na Igreja, pois minha mãe conheceu e começou a frequentar grupo de oração quando eu era ainda bebê. Cresci participando ativamente do grupo, vendo minha mãe cantando, ministrando o louvor e pregando nas noites de sextas-feiras numa pequena igreja do bairro vizinho em nossa cidade de Osasco- SP. Chegava em casa e eu queria imitar minha mãe, com um microfone que eu improvisava com a escova de cabelo (rsrs).

Sempre fui movida à música! Meu ouvido sempre foi muito aguçado, sensível e facilmente eu já estava envolvida pelas melodias que ouvia (hoje sou assim numa proporção muito maior). Sempre amei cantar! Cantava as músicas que aprendia no grupo de oração já aos meus 2 anos de idade, minha mãe chegou a gravar isso nas antigas fitas k7.( Se você tem menos de vinte anos de idade provavelmente não saberá o que é isso) Aos meus 12 anos de idade, ela abriu um grupo de oração na comunidade mais próxima de nossa casa e, como tudo que nasce, nasce pequeno, nesse início tínhamos muito poucos servos para ajudar nos ministérios. Minha mãe se desdobrava entre acolher as pessoas que chegavam no grupo, cantar, pregar… e nessa época, eu cuidava das crianças que vinham ao grupo, em uma outra salinha ao lado da igreja. Nem passava pela minha cabeça cantar no grupo. Eu estava feliz ali com as minhas crianças. Mas minha mãe foi me pedindo ajuda e me incentivando dizendo que eu era afinada, que tinha uma boa voz e que seria um respiro para ela se eu pudesse assumir o ministério de música. Eu, sinceramente, demorei muito a acreditar que tivesse uma voz legal… como sempre gostei de cantar, cheguei a gravar minha voz cantada algumas vezes nas fitas k7, porém, não curtia o resultado das gravações. Achava minha voz feia. Até que minha mãe me convenceu a ir cantar num encontro paroquial de catequistas e eu fui, morrendo de vergonha. Ao final do encontro, vários catequistas vieram me elogiar. Fiquei pensativa… minha voz seria mesmo bonita? Eu tinha mesmo o dom de cantar? Com aqueles elogios dos catequistas, me senti encorajada a assumir então a música do meu grupo de oração; no começo, cantava de costas para o povo… fui me soltando beeem aos poucos. Uma timidez que me tomava. Mas quanto mais a gente enfrenta, melhor (posicionamento de quem começou a enxergar os planos de Deus) Logo comecei a também cantar na equipe de liturgia dessa minha comunidade paroquial. Tremi muito na base para fazer e entoar meus primeiros salmos, rsrs. Tudo foi se desenrolando com o passar do tempo e a perseverança. E a cada dia fui sentindo mais e mais o quanto Deus confirmava o meu chamado musical. Aos 14 anos comecei a fazer minhas tão sonhadas aulas de canto! Como passávamos por muitas dificuldades financeiras, minha mãe sempre dizia pra eu aproveitar aquelas aulas ao máximo. Então, eu procurava chegar a cada semana melhor do que na anterior. Estudava muito pelo meu objetivo de dar o melhor para Deus. Nem imaginava que um dia cantar seria a minha profissão. Meu primeiro professor de canto foi o meu amigo querido, o cantor Juninho Cassimiro! Aprendi muito com ele e devo muito a ele por sua generosidade e seu imenso dom de promover o que há de melhor em nós. Juninho me colocou em muitos eventos da nossa diocese para cantar; de 2002 para 2003 foi gravado e lançado um CD intitulado “Um novo tempo” com músicas de compositores da RCC de nossa diocese. E na minha aula de canto, o Juninho me incentivou a enviar uma das minhas primeiras composições baseadas em Isaías 43… depois de umas semanas, fiquei sabendo que essa minha música tinha entrado para o repertório do CD e que eu era uma das cantoras escolhidas para interpretar nele duas músicas e fazer backing vocal nas outras. Essa foi minha primeira experiência de gravação, aos meus 16 anos. Fizemos shows em alguns lugares e eventos com a banda composta por artistas da nossa diocese… foram minhas primeiras experiências de palco! E pouco a pouco fui sentindo também o peso da responsabilidade por estar mais exposta do que antes… agora minha voz, através do cd e dos eventos, chegava a lugares e alcançava pessoas que somente na minha comunidade Santa Luzia não chegaria e não alcançaria.

Era muito estranho quando alguém vinha pedir um autógrafo no cd, num papelzinho ou pedir uma foto, rsrs. Eu ficava extremamente constrangida e por muitas vezes também não sabia como reagir aos comentários, elogios e ao carinho das pessoas. O que sempre me ajudou a manter minha raiz e não perder o foco era lembrar do meu alvo que era servir a Deus e lembrar de onde vim. (fazer memória) Lembrar que tudo aquilo que viam de bom em mim ou ouviam, era dom de Deus. Minha oferta de vida e desse dom a Ele e ao povo era a minha retribuição de amor.
Nesse meio tempo, fui percebendo também uma outra face do povo… a face de quem está à procura de muito mais que música em mim… há pessoas que estão em busca do conteúdo dessa música. Fui constatando no dia a dia que as pessoas precisam mesmo é de Deus e que a minha música e o meu servir eram puros instrumentos para facilitar esse encontro da alma com o Senhor. Então tratei de me encher desse “conteúdo”, buscando ler e meditar mais a Palavra de Deus, rezar o terço todos os dias, me confessar com regularidade, comungar e adorar Jesus Eucarístico, ser uma pessoa melhor e lutar mais contra o pecado. Fui percebendo que o meu cantar devia ser um transbordamento da minha amizade com Jesus e com Nossa Senhora.
Aos 20 anos fui convidada a ser integrante do Ministério Adoração e Vida em que cantei por 6 anos; ali foi também uma grande escola para mim! De ministração, de amizade, de técnica vocal… de lidar com palcos muito maiores, com multidões de milhares de pessoas, com pedidos de oração das pessoas, com muito mais autógrafos e muito mais fotos do que antes. Vinham muitas pessoas dizendo que eu era sua referência. E eu pensava: meu Deus, que responsabilidade! Até mesmo pelas redes sociais que na época já estavam muito em alta e aproximaram mais os fãs da gente. O tempo foi passando e me casei em 2011, engravidei do meu primogênito já na lua de mel. Durante os meses de gestação, fui discernindo se devia continuar no Ministério ou não, afinal nossa agenda e rotina de viagens por todo o Brasil era bem puxada e eu queria me dedicar mais ao meu bebê. Saí do Ministério com cerca de 6 meses de gestação e estava decidida por viver mais integralmente dedicada à minha nova missão de esposa e mãe. Antes que o Isaac nascesse, recebi propostas de gravadoras para me lançar em trabalho solo mas eu disse não a todas. O que eu queria era me dedicar à minha família naquele momento e, sinceramente eu tinha bloqueio com a ideia de trabalho solo. Naquele momento eu estava focada em viver bem a minha maternidade e queria continuar servindo a Deus na música, porém numa realidade mais paroquial, como a de antigamente. Não pensava e nem sonhava em gravar cds ou ir para os palcos novamente. Isaac nasceu em junho de 2012 e muitas pessoas, entre padres, leigos e religiosos me encontravam e/ou mandavam mensagens perguntando quando eu iria gravar. Diziam que a Igreja precisava de mim. E eu sempre respondendo que não queria gravar, que agora iria servir cantando pertinho da minha casa. Até que após uns meses, num momento de oração muito íntimo com Deus, senti Ele mesmo falando comigo sobre começar a sonhar com meu cd. A partir daquele momento, senti que eu seria omissa se não o fizesse. Minha resposta na oração foi: “Jesus, então se é essa a Tua vontade, tira de mim todo o medo”. No outro dia, acordei muito diferente… na minha cabeça começou a se elaborar uma parte do repertório do meu primeiro cd solo! Começaram a vir à tona em minha mente músicas minhas bem antigas, músicas de amigos meus da diocese… então entrei em contato com a gravadora Canção Nova (que foi uma das que fez proposta para mim e que eu não tinha aceito anteriormente) e marcamos reunião para falar sobre esse projeto. Após quase um ano de gestação desse cd, ele saiu intitulado como: “Sem Ti, nada posso”.
Começaram a surgir os eventos para que eu fosse então apresentar esse meu novo trabalho. Sem dúvida, o fato de poder fazer minha própria agenda ajuda muito para me manter o mais presente possível na vida dos meus filhos e é possível conciliar a missão (que hoje é também o meu trabalho) com a vida familiar. Conto com a ajuda das vovós quando estou ausente e meu esposo é também meu músico e produtor,  graças a Deus ele me acompanha onde vou.
Sei o quanto Deus quer me ver bem e inteira nas minhas muitas missões: de serva, de mulher, de filha, esposa, mãe, profissional. Tenho buscado crescer nas virtudes, não é fácil, mas tenho lutado. O exemplo de Nossa Senhora e das santas da história da Igreja são sempre inspiradores e reanimadores para mim.
Em 2015 lancei meu segundo cd intitulado “Epifania” e em 2017 lancei meu terceiro álbum chamado “Ele me compôs”. Mantenho hoje um canal no YouTube onde vou postando clipes, vídeos de curiosidades sobre minhas canções e pregações. Sigo servindo ao Senhor através dos dons com que Ele mesmo me investiu e espero muito ser um instrumento útil em Suas mãos, a fim de que muitas pessoas não fiquem só no que um dia ouviram falar de Deus, mas que possam fazer,  em verdade, uma experiência com Ele, com Seu imenso amor.
Para mim, servir a Deus é um grande privilégio e me sinto realizada e feliz em fazer Sua vontade!
Deixo aqui o meu abraço, prece e carinho a você que leu esse testemunho! Peço ao Senhor que você viva de forma muito inteira e feliz os sonhos que Deus sonhou para sua vida! E conto também com sua oração! Deus nos abençoe!
Fátima Souza

Eu tenho gostado particularmente de conhecer a humanidade das pessoas, e perceber aquilo que Deus tem feito na vida delas, a Fá por exemplo, conversávamos e ela me dizia sobre os filhos dela já terem indícios de ouvidos absolutos de intimidade com a música e que ela percebeu e começou a investir nisso. Imagina esses dois daqui a dez anos ? Vendo toda essa história dela, lembrei que Jesus ficou ”escondido” durante 30 anos e aprendeu tudo o que ele sabe da humanidade dele com Maria e José, é nítido ver os traços da Sagrada Família, na vida da Fá e do Dri.

Convido a você a parar e pensar no seu relacionamento com Maria no seu relacionamento com os planos de Deus, e se imaginar daqui dez anos. A vida de um músico cristão não é baseado em palcos, é baseada em quarto, em experiências pessoais, baseadas em um relacionamento com Deus. 
Grande abraço,
Luh