E ai galeris,

Cêis tão bem?

Como tem sido esse início de quaresma pra vocês?

Por aqui ta tenso, se ai também estiver, ta tudo bem!

Semana passada a Ju passou por aqui se apresentando e falou sobre jejum, dieta e principalmente sobre não confundir as coisas. Vida equilibrada, né mores?

Continuaremos nessa mesma pegada, só que dessa vez sobre vida de oração. Se liga só!

Pedi sugestão de temas e o que mais a galera partilhou foi sobre constância, expectativas e obtenção de resultados.

Quem nunca super se empolgou com um determinado objetivo e traçou metas impossíveis para a sua realidade?

Quem nunca quis emagrecer x quilos num curto espaço de tempo e se frustrou?

Quem nunca quis correr tantos quilômetros num pace maravilhoso e quebrou no meio do percurso?

Quem nunca quis fazer agachamento na barra livre igual aos marombas da academia e viu que seus joelhos e sua lombar não aguentariam o tranco?

Quem nunca fez um super propósito de oração e viu que a teoria é bem diferente da prática e viu que no fundo não é tão espiritual quanto posta nas redes sociais?

Quem nunca?

A nossa vida espiritual carece de tanta dedicação quanto a de um atleta. E sim, eu acho bem estranho escrever isso. Se é pra Deus a gente nem precisaria de uma comparação dessa, mas em nome de Jesus, você vai me entender.

Quando determinamos um objetivo físico, seja estética ou uma performance, precisamos traçar estratégias para alcançá-los. Essa estratégia é individual, porque cada corpo corresponde a um mesmo estímulo de maneira única. Uma estratégia precisa levar em consideração não somente o fim, mas principalmente o início. Como esse corpo se encontra atualmente, quanto tempo se tem disponível para os treinos, que meios se possui para que os exercícios aconteçam, alimentação, e até o período de descanso desse indivíduo.  Os meios influenciam diretamente no fim!

A vida com Jesus é desse mesmo jeitinho!

Eu penso que nossa vida espiritual precisa de um planejamento também (bem professora). Não no sentido de engessar o Espírito Santo e ter uma tabela oracional para cumprir, mas de entender que conversão é um processo e cada um vive o seu de maneira individual.

E por quê eu tô falando disso hoje?

Estamos vivendo a quaresma, que é um lindo tempo no qual somos convidados a nos unirmos ao mistério de Jesus no deserto (CIC 540). Um tempo de oração, jejum e abstinência em preparação para a celebração das solenidades pascais.

Nós, lindinhos que somos, temos o hábito de fazer um super propósito quaresmal. Muitas das vezes não conseguimos cumpri-lo porque não temos condições mesmo, não é o ideal para o tempo que vivemos. Outras, porque não nos dedicamos o quanto deveríamos. Em outros casos, até conseguimos fazê-lo durante a quaresma, mas quando ela acaba chutamos o pau da barraca e deixamos todo o avanço espiritual que tivemos durante esse tempo pra lá. Constância, lembram?

Na vida escolar temos uma parada chamada avaliação diagnóstica que consiste em fazer uma análise prévia para identificar e avaliar os conhecimentos dos alunos antes de iniciar as atividades. No campo da performance temos inúmeros testes que avaliam as valências físicas e condições cardiopulmonares do atleta para traçar seus ciclos de treinamento.

Na vida espiritual devemos pedir que o Espírito Santo revele ao nosso coração qual é o nosso “diagnóstico” e quais os meios para alcançarmos à santidade.

O meu desejo é que a Quaresma desse ano seja um tempo de crescimento humano e espiritual, conversão de verdade. Mas quero também que esse processo se estenda para todo o ano litúrgico. É preciso cuidar em detalhes e com dedicação da nossa vida espiritual!

 “Deus arde de um desejo extremo de se unir a nós; mas é preciso que também nós zelemos no cuidado de nos unirmos a Deus”

Santo Afonso Maria de Ligório

Deus Abençoe