E mais uma vez estamos aqui!
Já estamos na terceira parte da série! Que massa! Pelo menos pra mim tem sido muito bom ler o livro e transcrever a minha visão para vocês.
É difícil conseguir unir tudo isso em um texto (rsrs), mas espero de verdade que vocês estejam gostando!
Essa semana estou em Brasília. Vim visitar uns amigos e conviver. Conhecer pessoas novas, gente que cuida de gente. Participei de um Alpha esses dias e durante a partilha, falamos sobre LIBERDADE. Talvez depois do término podemos falar sobre LIBERDADE na vida espiritual de um músico, né!? (Opine sobre isso).
Confesso pra vocês que não sou o espiritual, que cumpro direito minha regra de vida e tudo mais. Mas tenho dado o meu melhor. E vocês? São assim também?
Hoje vamos falar sobre uma parte que toca muito os músicos: Amar: a música dos combatentes. Pela música conhecemos o coração do músico, seus anseios e aspirações.

Que sejam um é o que eu quero mais,
Que sejam um é o eu quero mais,
O meu amor é o que os torna capazes.
Que sejam um é o que eu quero mais,
Que sejam um é o que eu quero mais,
O meu Espírito é quem age e faz!” (Eugênio Jorge)

Você acredita que o Senhor quer batizar o seu ministério de música no amor? Se sim proclame isso:

Sem medo algum, se amem mais.
O meu Espírito é quem age e faz!

Todo artista é favorecido por Deus com dotes artísticos, por isso é sensível. Arte é sensibilidade. Requer sensibilidade e é com ela que se faz. Porém Deus fez o músico muito sensível e que bom que somos assim, mas por conta do pecado original, infelizmente, essa sensibilidade trás para fora toda a nossa sensualidade. Assim, o músico acaba sendo muito sensual mesmo sem ao menos querer.
Se você usa um aparelho de sugar no barro, vai sair muita sujeira. No lodo há água, mas o que sai não é apenas água limpa, o sugador puxa também a sujeira, infelizmente! A sua sensibilidade suga de você, da sua carne marcada pelo pecado, toda a sensualidade. Se você não toma cuidado, a sensibilidade o leva, o derruba e o joga no chão porque a sua sensibilidade puxa a sensualidade.
Quem é músico sente isso na própria pele. Digo isso por mim que também o sou: como lutei a minha vida inteira! Foram quedas e vitórias, graças a Deus! Foram pecados, mas também ascensões: “onde proliferou o pecado superabundou a graça!” (RM 5,20)
Na abundância do pecado aconteceu a superabundância da graça. Assim também em nós. Não podemos ser ingênuos com a tentação, pois tentação é tentação. O tentador sabe como tentar. Não se pode brincar com a tentação, mas a graça é maior, porque “onde proliferou o pecado, superabundou a graça” e isso acontece concretamente com você. Confie nisso. Há amor em você! E esse amor se chama caridade. O inimigo estraga tudo e acaba caricaturando o que há de mais lindo. Caricaturar a caridade foi uma profanação que ele fez (acho bom anotar isso, vai usar pra sempre, quando falarem que tal ritmo não é de Deus).
Hoje, a palavra caridade significa esmola, dar coisas, mas na verdade a palavra CARIDADE vem de caritas. Caritas vem de caris. Caris deu a palavra carisma, e caridade vem daí. Caridade é a união do amor divino com o amor humano. Quando veio no poder do Espírito Santo, Jesus deu a esse amor o nome de caridade. É um dom. É o próprio Espírito Santo amando e misturando em você o amor divino com o amor humano. Isso é caridade!
Há amor em você!
Deus quer algo totalmente novo em nossas vidas e pela graça de Deus podemos tirar amor de dentro nós. Como diz a canção “Há amor em mim, há amor em ti, há amor em nós, eu digo sim”.
Somos muito marcados, especialmente porque somos muito sensíveis (repare bem quantas vezes lemos essa palavra durante esse texto). É como o fio da navalha. Terrivelmente machucados na sensibilidade, por isso, machucados na sexualidade, fomos machucados na nossa capacidade de amar. Não estou menosprezando ninguém, mas o músico, por ser artista, tem mais capacidade de amar, graças a Deus.
Deus dotou você com grande capacidade de amar, mas quantas coisas ruins aconteceram na sua vida afetiva, quanta tolice nos teus relacionamentos, quanto você se machucou na sua sexualidade, quantas consequências se desencadearam daí. Mas, graças a Deus, tudo isso tem cura. O remédio está ao nosso alcance. O seu caso tem solução.
Então, digo a você: não adianta ter a melhor banda ou ministério, fazer os melhores shows, gravar os melhores discos com as melhores gravadoras e ter as maiores tiragens de CDS, visualizações no YouTube, players no Spotify, ser badalada pelo Brasil e fora do país, se você não AMAR. Você já é uma derrota! Não vai ser derrotado: sem amar você já é uma derrota!!!
A caridade do musico: pureza no amor
Por você, como músico, ser muito sensível, ou você tira amor de dentro de si ou tira sensualidade, malícia, depravação, erotismo. Vai tornando-se uma pessoa sensual, erotizada e erotizante. Sem o amor puro, sua voz vai trazer sensualidade, erotismo, mesmo cantando as músicas do Senhor!
Pelo amor de Deus, nunca se produza para a sedução. Você sabe como se produzir para a sedução. Rapaz e menina, cantor e cantora, músico e música: não se produza para a sedução. É uma traição à obra do Senhor. Isso é consequência do mundo que você vê. Não queira mais sedução na sua voz. Para isso já tem muito artista por aí. Já estragaram demais. Você não pode ser mais um a estragar. Por amor a Deus, você pode tirar de dentro de você amor puro. São Paulo diz:
O amor tem paciência, o amor é serviçal, não é ciumento, não se pavoneia, não se incha de orgulho”(I Cor 13,4)
Você pode fazer muitos serviços além da música. Não queira somente fazer música! Você precisa ser uma pessoa ativa!
Antes de ser músico você é cristão, filho de Deus e as outras pessoas, antes de ser espectadoras, que aplaudem, fãs, são filhos e filhas de Deus. Tudo lhe é permitido, mas nem tudo lhe é conveniente como filho de Deus. Você não pode fazer tudo o que vem na sua cabeça! Você não pode ir para tudo aquilo que a sua sensibilidade empurre!
Não se irrita, não guarda rancor, não se regozija com a injustiça...”(I Cor 13, 5b-6ª).
Você diz “bem feito” e gosta quando o outro fracassa, quando pega uma nota desafinada. Gozamos no íntimo: errou, caiu… Quando o ministério se apresenta e vai mal, você delira de alegria (quem nunca?) porque o outro conjunto fracassou, o seu subiu. O outro desceu e você ri de satisfação.
Não se regozija com a injustiça, mas encontra a sua alegria na verdade. O amor, ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca desaparece. As profecias? Serão abolidas. As línguas? Cessarão. O conhecimento? Será abolido.”(I Cor 13, 6-8).
Agora, portanto, permanecem estas três coisas, a fé, a esperança e o amor, mas o amor é o maior.” (I Cor 13, 13).
Esse capítulo em especial acabou comigo! Nossa! Quantas verdades!
Quero que você me diga: o que mais tem te chocado durante esse dias? O que mais tem machucado a sua música?
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!
Espero por você semana que vem!
Abração!
Luh