eu me perco na agitação de hoje,
 os dias passam rápido,
tenho medo de não notá-los.
 ensurdecida pelos carros
na Av. Bonifácio Vilela,
 escolho o sigilo das vielas,
lá meu desespero, 
 por sentir o magnetismo do Teu suor, 
não é incógnito.

meus óculos estão embaçados pelo frio da Tua ausência
 e pelas lágrimas que me dizem que o Teu sofrimento virá.
Você não pode mais escapar da Cruz.
 assim como eu não posso mais fugir do Teu amor.
como pode ser tão bom, meu Cristo?
 volta logo do deserto
e une o Teu calor com a minha algidez.
 
da mais bela fonte,
 até o deserto estéril,
escolhi tudo.