Oi pessoal, graças a Deus estamos bem e espero que vocês também estejam! Infelizmente ficamos muito tempo sem compartilhar a vida e os pensamentos com vocês, mas agora voltamos e espero que não fiquemos sem partilhas semanais ou quinzenais, amém?!

O assunto de hoje é um tema um tanto polêmico: a tal da maternidade real. Tenho visto e ouvido muitas mulheres falando como se fosse o fim da vida, como se depois de se tornarem mães não pudessem fazer mais nada porque um filho é um peso, seja no colo ou no bolso.

Essa semana mesmo li um texto de uma psicóloga e mãe que falava exatamente disso, do peso dos filhos e se referia a todos os aspectos. Outro dia também, vi uma página no Facebook totalmente contra crianças, isso mesmo que você leu, CONTRA crianças.

Claro que isso pra mim foi um espanto, mas fico refletindo quantas mães pensam exatamente assim e até mesmo mulheres que ainda não são mães, mas que temem a maternidade por já ter enraizado dentro de si esse pensamento antinatalista.

Algumas mulheres por toda vida almejavam pela maternidade e por todo o mundo que se descobre a partir dela. Por outro lado, assim como eu, algumas só se identificaram com isso quando se tornaram mães, mas ainda tem aquelas que não desejam e também não se abrem a maternidade por acreditar que criança só serve para atrasar os planos e até mesmo atrapalhar a vida. Claro que isso se deve, em grande parte, ao fato de que vivermos em uma sociedade antinatalista e que apresenta os filhos como pesos que nos impedem de fazer coisas que importam (como nos exemplos que citei acima).

Em primeiro lugar é necessário ampliarmos a nossa visão sobre a maternidade, pois, diferente dos que muitos pensam, a maternidade não é apenas um “fazer filhos” mas sim um dom impresso dentro de cada mulher. E juntamente com esse dom, recebemos as ferramentas necessárias para realizar essa missão com excelência e para o seu verdadeiro fim, o céu.

Quando nos casamos, assumimos diante do altar de que vamos receber todos os filhos que Deus nos der e educa-los conforme os ensinamentos da Igreja. Isso pode causar espanto em algumas pessoas, mas não deveria ser assim para nós que somos católicos e cremos na santidade e em todos os ensinamentos da Igreja. Mas, pelo contrário, deveria ser um impulso, para melhorar as nossas imperfeições sem esquecer que o próprio Deus que chama, também é Aquele que sustenta tal chamado.

Eu percebo que precisamos de mães que vivam seu chamado de verdade e mostrem que é possível sim viver a maternidade de uma maneira linda. E aqui quero deixar clara essa beleza… Existem noites, mal dormidas, cólicas, dificuldades de amamentação entre muitas outras coisas. Cada mulher vive experiências diferentes e o que precisa ser posto nisso é o verdadeiro amor, aquele que não é simplesmente sentimentos ou palavras mas sim sacrifício.

Existe beleza na cruz e nós cristãos não podemos esquecer disso. Muitas vezes deixamos que o mundo dite as regras e vá nos cegando com suas armadilhas e mentiras, mas não podemos esquecer quais são os nossos princípios e constantemente lembrar do sentido de tudo.

A maternidade real vai além de lados bons ou ruins, a maternidade é um dom nos dado por Deus e que nos aproxima dEle e daquilo que Ele sonhou pra nós, a santidade.