MATRIMÔNIO

Virgindade é sinônimo de castidade?

Nesse final de semana tivemos um encontro de afetividade e sexualidade aqui no nosso centro de evangelização. Infelizmente eu não pude participar no sábado, fiquei mal com sintomas de gripe. Mas no domingo eu pude aproveitar um pouquinho do que os casais e solteiros experimentaram no final de semana todo. O encontro foi uma benção e eu fiquei muito feliz de conhecer uma leitora aqui da nossa coluna, a Paloma e o seu esposo, além de poder partilhar com muitas pessoas sobre a vida e os relacionamentos.

Com um final de tanto crescimento, precisamos partilhar um pouco aqui sobre afetividade e sexualidade. Acredito que a maioria dos leitores aqui já se apaixonou, ou pelo menos, sentiram as famosas borboletas no estômago. Se apaixonar é algo muito bom, não é mesmo? Faz a pessoas sonharem e terem esperança, acreditar nas coisas boas da vida. Mas, é ainda melhor quando temos a capacidade de ordenar todos esses sentimentos de uma maneira adequada para o verdadeiro amor. Tudo o que sentimos compõe a nossa afetividade, as atitudes que tomamos a partir desses sentimentos compõe a nossa personalidade e refletem na nossa sexualidade.

Antes de conhecer a comunidade, eu pensava que ser casto era o mesmo que ser virgem. Na verdade, não é bem assim, afinal sabemos hoje que muitas pessoas, apesar de serem virgens, não vivem a castidade. Algo muito comum entre os adolescentes hoje é o “ficar”, beijar uma pessoa qualquer, por um tempo qualquer, em um lugar qualquer, sem finalidade alguma. Isso pode acontecer com pessoas que são virgens e que, mesmo assim, não estão vivendo a castidade. Ao passo que um homem e uma mulher casados, que já não são mais virgens, podem estar vivendo a castidade.

A castidade não é um conjunto de regras que te impedem de fazer coisas legais. Muito pelo contrário, a castidade te dá liberdade e te ajuda a ter uma vida mais sadia. É justamente ela que dá sentido aos nossos sentimentos e atitudes, e nos faz querer, em um relacionamento, algo que vai além do “usar alguém” ou simplesmente “ser usado”.

Castidade não se resume a não fazer sexo, até porque os casais casados também são chamados a vivê-la dentro do casamento. Castidade é algo mais amplo: é ordenar os nossos sentimentos e atitudes para o amor, o verdadeiro amor. Como já falamos aqui antes, amar alguém é se doar por aquela pessoa. É saber valorizar cada etapa, cada passo e esperar o tempo certo para cada coisa.

Quando algo tem um valor sentimental para nós, não entregamos isso a qualquer pessoa, e assim também deve ser conosco. Quando entendemos o nosso valor, deixamos de querer nos doar a qualquer um ou por qualquer coisa. Passamos a desejar entregar o que nos é precioso para alguém especial.Não se trata de conjunto de regras. De pode ou não pode. Mas de viver coisas boas no tempo certo. O sexo é bom vivido no tempo certo. Com amor, respeito, carinho e principalmente dentro da vontade de Deus.

Um grande abraço! Que Deus abençoe a sua vida! Não se esqueça de comentar e compartilhar!

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