Oiii gente! Muito prazer, eu sou a Laiara, tenho 23 anos, sou gaúcha, morava em uma cidade no interior do Rio Grande do Sul, que se chama Santo Antônio da Patrulha. Sou missionária de vida da Comunidade Católica Colo de Deus. Já morei em Curitiba e atualmente moro em uma casa de missão na cidade de Jandaia do Sul, que fica no norte do Paraná. Após seis longos anos, concluí a graduação de Psicologia, em março deste ano!

Sempre gostei muito de escrever, mas nunca imaginei ter uma coluna em um blog! Estou bem feliz de poder partilhar um pouco do que já vivi e vivo com vocês, enquanto psicóloga, cristã e missionária.

Bom, pra começar, eu sempre tive dentro de mim o desejo de mudar o mundo e ajudar todas as pessoas que sofrem (como a maioria dos psicólogos rsrs). Sempre fui muito sonhadora, queria um dia ter um orfanato, uma ONG e ajudar todas as mulheres grávidas que se encontram na rua. O meu negócio, realmente, sempre foi cuidar das pessoas!

Nasci em berço católico e desde, mais ou menos, os meus cinco anos eu vou a Igreja, cresci dentro do grupo de oração, então sempre conheci Jesus (apesar de que eu não era “de Jesus”, eu o conhecia). Já fui coordenadora do Ministério Jovem, participei de muitos retiros da RCC (Renovação Carismática Católica), mas nunca quis de fato viver uma vida de santidade, mesmo sabendo que a alegria que preencheria o meu coração, eu só encontraria Nele e com Ele, eu preferia viver a superficialidade com Deus.

Quando iniciei o ensino médio na escola, comecei a pensar na faculdade que faria, sabia que era algo da área da saúde, mas fiquei entre Odontologia e Psicologia. Até que, no último ano, me decidi por Psicologia, porque pensei que eu teria muito nojo de mexer na boca das pessoas (haha) e que Psicologia tinha muito mais a ver comigo.

Entrei pra faculdade pensando que eu não queria esquecer Deus, nem deixar Ele de lado, eu tinha uma esperança de unir a espiritualidade com a ciência. Mas aconteceu que, logo no primeiro ano, eu percebi que pouco se falava sobre espiritualidade, que a maioria dos meus colegas nem pensava nisso e aos poucos, eu fui me deixando influenciar pelas pessoas e pelo ambiente. Nunca pensei em desistir do curso, o que eu pensei foi ir para o caminho mais fácil que eu via: continuar com a psicologia e esquecer a espiritualidade.

Até que, bem na época que iniciei o último estágio da faculdade, conheci a missão Jovens Sarados e passei a fazer parte dela. Ali, eu já comecei a me aprofundar em Deus e a desejar viver uma vida santa! Fiz o estágio em um hospital, aonde atendia gestantes que internavam por gravidez de risco, casos de gravidez interrompida e mães de bebês internados na UTI. Lá eu voltei a ver como a espiritualidade é importante no processo terapêutico. Comecei a pesquisar e ver como existem vários estudos que falam sobre a importância da espiritualidade com a psicologia. Mesmo que eu não pudesse falar diretamente de Deus (faz parte da ética profissional, o psicólogo ser neutro e não se posicionar quanto à crença religiosa), eu via o mover de Deus dentro do meu trabalho e na vida das pessoas que eu atendia.

Aí, na reta final da faculdade, eu decidi que não queria ter um trabalho em que durante a semana eu ficasse dentro de um consultório e somente nos finais de semana ou no tempo que restava, eu dedicaria às coisas de Deus. Comecei a rezar muito para que Jesus me mostrasse uma forma de eu poder trabalhar dentro de um ambiente religioso, e confesso que só o que vinha na minha cabeça, era ser psicóloga em um seminário. Mas eu sentia que Jesus tinha outros planos, só não sabia quais, e a sede de viver uma vida dedicada a Ele, só aumentava. Até que Jesus me fez o chamado a vida missionária e me trouxe pra dentro da Colo de Deus (em outro momento conto aqui pra vocês, como foi esse processo).

Dentro da comunidade, eu já atendi alguns missionários de vida e algumas pessoas de fora também. Hoje, não atendo mais as pessoas que moram na comunidade, devido ao vínculo que já criei com todos, o que impossibilita que eu seja a psicóloga deles. Mas, durante esses atendimentos, fiz por diversas vezes a relação entre a espiritualidade e a Psicologia, vi o quanto a ciência pode caminhar junto com a fé. E é exatamente disso que vou falar nesta coluna, quero partilhar com vocês sobre a importância de entender o homem como um ser biopsicossocioespiritual, ou seja, o homem como um todo, em todas as suas dimensões. E quero conversar com vocês, sobre a relação que existe entre a Psicologia e a espiritualidade, contando um pouco de como é ser psicóloga e ser cristã!

Então, se você já se fez algum questionamento em relação a isso, se você vive isso enquanto estudante, como profissional ou como alguém que frequenta ou deseja frequentar um Psicólogo, comenta aqui e vamos partilhar e crescer juntos!!! Estou ansiosa pra tudo que falaremos! Até mais galera!!