EDUCAÇÃO DOS FILHOS MATERNIDADE MATRIMÔNIO PATERNIDADE

PRIORIDADES

Oi, minha gente! Faz um tempinho que não postamos por aqui, estamos nas correrias da vida… Hoje eu quero partilhar com vocês uma reflexão simples, mas que me deixou bem feliz. Outro dia eu vi um filme, que talvez você já tenha assistido, chamado “Beleza Oculta”, em que o personagem principal é interpretado pelo ator Will Smith. Esse filme conta a história de um cara de sucesso que ficou preso ao passado após uma fatalidade em sua vida, depois desse acontecimento, ele escreve cartas para a ‘morte’, o ‘tempo’ e o ‘amor’ – bem a cara dos filmes do Will Smith mesmo. Os seus amigos de trabalho tentam ajudá-lo e a partir disso o filme se desenrola. Uma dessas amigas é a Claire (Kate Winslet) e é essa personagem que me chamou a atenção.

Claire dedicou sua vida à empresa onde trabalhava, trocando o seu sonho de ser mãe, pela carreira profissional e, no final do filme, “o tempo” mostra a ela o que havia perdido: a oportunidade da maternidade biológica, mostrando que, de fato, o tempo não espera ninguém. Isso me fez pensar que existem, de verdade, pessoas assim e que a sociedade nos mostra que temos muitas coisas para viver e que a maternidade pode ficar pra depois. Mas será que é isso mesmo?

Quando me casei tinha 20 anos e uma das coisas que eu mais ouvia era: “você é muito jovem!”, “tem muito o que aproveitar!”, “porque casar tão cedo?”, “casamento hoje em dia não dura!”, “vê se não engravida agora!”, “se cuida!”, “não se encha de filhos!”, e por aí vai… E, para cada uma dessas afirmações, eu deixo uma contra argumentação:

– “Você é muito jovem!”

Eu não me torno instantaneamente “velha” ao me casar. Acho muito bom quando um casal busca construir a vida juntos, vejo que muitos casais se preocupam em conquistar tudo antes do casamento, o que não deixa de ser uma preocupação válida. Porém, quando se casam não constroem mais nada juntos porque já não há mais nada a ser construído (falando da vida material principalmente: casa, carro, o trabalho almejado etc.).

– “Tem muito o que aproveitar!”

As pessoas que falam isso pensam que “aproveitar” é: ir pra balada, encher a cara de bebidas e “pegar” todo mundo. Pra mim, aproveitar é viver de maneira sadia, é chegar no fim da noite e estar feliz, não bêbada, e, no dia seguinte, se orgulhar da sua vida e das suas escolhas ao invés de estar de ressaca e arrependida de tudo.

 – “Por que casar tão cedo?”

Para alguns, 20 anos parece muito cedo, mas para mim, foi o tempo certo. Eu comecei a namorar o Alex querendo que o nosso namoro resultasse em casamento e chegou um momento em que já nos conhecíamos o suficiente para tomar essa decisão tão importante. Claro que nem todas as pessoas estão prontas para se casar aos 20 anos, um compromisso como esse requer maturidade.

– “Casamento hoje em dia não dura!”

O grande problema é que muitas pessoas já se casam pensando na separação. Unem-se a outra pessoa já pensando na divisão dos bens, em cada coisa que deve estar no seu nome, ou na comunhão total de bens, para dividir tudo igualmente. Outros pensam que vão ficar com aquela pessoa por um tempo determinado e que depois não vai mais dar certo. Eu penso que, se você acredita que o casamento não vai durar, é melhor que não se case. O sacramento do matrimônio deve ser realizado com a intenção de que seja para a vida toda.

 – “Vê se não engravida agora!”; “Se cuida!”; “Não se encha de filhos!”

Se eu estou casada e juntamente com o meu esposo decido engravidar qual é o problema? Filhos são sempre bênçãos, eles trazem alegria ao lar. Claro que existem as dificuldades, até porque eles não vêm com manual de instruções, mas todo esforço vale a pena. Para algumas mulheres, se cuidar é tomar anticoncepcional ou se entupir de hormônios, mas, pra nós, é aceitar a maternidade de maneira generosa e responsável. Sabemos que existem os métodos naturais, que em nada me afetam, pelo contrário, muito enriquecem a minha vida.

Eu ainda não terminei a faculdade, cursei apenas dois períodos e tenho vontade de voltar, mas hoje as minhas prioridades são outras: minha família e minha vida missionária. Hoje eu estou com quase 23 anos (quarta-feira (05) é meu aniversário, rezem por mim!), sou feliz e realizada com a minha escolha de priorizar a família, ainda me considero recém-casada e o Miguel ainda precisa dos meus cuidados maternos. Além do mais, eu quero ter outros filhos, isso fará com que eu precise dedicar o meu tempo novamente a um bebê, portanto, esse ciclo se iniciará outras vezes. Eu acredito que o curso que escolhi vai me ajudar na vida missionária no momento certo e, quando esse momento chegar, a minha prioridade será a faculdade, pois minha família não exigirá tanto cuidado e eles poderão também me apoiar.

Eu acredito que o tempo é uma questão de prioridade. Enquanto jovem, com o pique a toda, eu quero educar os meus filhos e cuidar do meu lar. Quero me disponibilizar a formar pessoas, cuidar do povo que ‘Deus nos confia e ser aquilo que ‘Deus me sonhou. Isso não me faz deixar de querer estudar e ser uma profissional de sucesso, acredito que as pessoas que se dedicam ao seu trabalho e o fazem com amor são muito especiais, pois ajudam o próximo. Mas eu também acredito que na vida existe um tempo certo para cada coisa e que, com o tempo, o nosso físico, nossa disposição e paciência já não serão mais os mesmos.

O tempo passa e eu quero, com o tempo, ver que eu dei o meu melhor para aquilo que eu mais amo. Nós, mulheres, já nascemos com o numero determinado de óvulos, ou seja, temos um período em que seremos férteis. Vai chegar um dia em que não seremos mais (menopausa) e então não teremos mais a possibilidade de engravidar.

A minha intenção com esse texto não é fazer você imediatamente se casar e engravidar. A maternidade precisa ser generosa e responsável (nós falaremos disso aqui em breve), mas gostaria de ajudar você a refletir, assim como eu, sobre como você está gastando o seu tempo. Quais são as suas prioridades hoje? O que você deseja para a sua vida? Lá no final, você deseja ter netos e bisnetos ou diplomas e mais diplomas?

Todas as nossas escolhas exigem renúncias e é preciso ter em mente que não é possível ganhar sempre, e que, quando eu escolher, vou precisar abrir mão de algo. Eu decidi abrir mão de uma vida de solteira, para me unir ao Alex. Eu decidi ter filhos e decidi abrir mão de fazer faculdade agora, para que eu possa educar presencialmente o meu filho. Eu sou feliz com as minhas escolhas e com o tempo eu sei que verei os frutos delas.

Que Deus abençoe muito a sua vida e também as suas escolhas! Curta, compartilhe e comente! Não deixe de expressar aqui a sua opinião! Beijos!

Leia tbm:

  • Regiane Carvalho De Oliveira

    Aaaaah Day 😍😍

    • Dayane Tonon

      Aí Regi 💕

  • Andressa Maria

    Meu texto preferido até agora!! É isso!! <3

  • Pingback: A submissão da mulher: uma via de mão dupla – Blog Colo de Deus()

  • Paloma Costa Ribeiro

    Muito bom Dayane, é tão bom quando vemos que existem mais pessoas preocupadas em viver a Promessa de Deus de acordo com a vontade d’Ele.
    É exatamente o que falou, não se trata de abrir mão e viver de uma forma diferente, é bem mais que isso, é priorizar o que realmente deve ser priorizado, buscando e primeiro lugar o Reino de Deus e as demais coisas são acrescentadas. Deus te abençoe sempre e feliz aniversário mesmo atrasado rs.

  • Iolanda Rocha

    aaah se eu tivesse conhecido Jesus antes… teria priorizado as coisas que não priorizei.

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