SPOLETA

O que os baluartes nos ensinam? A vida dos santos uma inspiração para o ministério Spoleta

Hoje quero partilhar com vocês uma experiência que tivemos em nosso ministério durante os últimos meses.

No geração 16’, o tema central da comunidade foi o : DERPERTAR.  Então decidimos enquanto spoleta trabalhar o tema:  “ despertar para a santidade” foi o direcionamento que escolhemos para as crianças, e surgiu à duvida: como vamos fazer isso????

Rezamos, e veio a inspiração, vamos falar sobre os baluartes da comunidade, eles viveram uma vida em santidade, se tornaram santos, são inspiração e sustento para o nosso carisma…. Então começamos a buscar, aprender mais sobre a vida deles, a refletir como poderíamos falar sobre isso com as crianças.

E foi algo incrível, entendemos que cada um deles tem algo a nos ensinar, tanto para nós enquanto evangelizadores, como para as crianças.

Vou partilhar um pouquinho das nossas descobertas, para não ficar tão grande este post vou me atentar a falar das lindas, Santa Faustina e Santa Teresa de Calcutá, se vocês se interessarem em outro momento posso partilhar dos outros baluartes. Shuris?

Santa Faustina: Gente, santa Faustina é apaixonante, Helena Kowalska (nome de batismo) desde CRIANÇA, distinguiu-se pela sua obediência, piedade, amor pela oração e tantas outras virtudes. Foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família.

No Diário, escreve ela a respeito das vivências da sua infância:

“… eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”

Em sua família todas as noites rezavam o Terço de nossa Senhora e agradeciam a DEUS os bens que possuíam e a harmonia em que viviam.

Depois da preparação catequética, com 9 anos de idade, ela recebeu a Primeira Comunhão, momento que marcou a sua existência: “Eu estou contente porque JESUS veio ter comigo e agora posso caminhar com ELE”. A oração se tornou mais assídua e fervorosa, testemunhada pela mãe que a encontrou várias vezes rezando ajoelhada ao chão, principalmente à noite. Helena lhe explicava: “tenho a certeza de que pela manhã é o meu Anjo da Guarda que me acorda”.

Anos mais tarde relatava que: “Desde a minha mais tenra idade desejei tornar-me uma grande santa”.

Poderia escrever muito mais sobre ela, sua entrada no convento, suas experiências místicas, sem contar em toda a devoção a divina misericórdia….

Mas só esse pequeno fragmento já nos trás uma bela reflexão, gente ela queria ser santa, sentia o chamado a vida religiosa desde criança, e o que me chamou a atenção é quando ela diz “Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas” o quanto alcançar essas crianças é necessário, as vezes uma palavra, uma partilha, uma escuta seja o direcionamento que ela precise.

Santa Teresa de Calcuta: Agnes (nome de batismo) nasceu na Albânia, a caçula dos três filhos de Nicholas e Dranafile Bojaxhiu foi batizada um dia depois do seu nascimento e recebeu a primeira comunhão aos 5 anos e meio de idade. “Desde a infância, o coração de Jesus foi o meu primeiro amor… Com a idade de cinco anos e meio, quando recebi Jesus pela primeira vez, o amor pelas almas tomou conta de mim. E só aumentou com o passar dos anos”.

Sua família chamava Agnes de “Gonxha”, que significa “botão de rosa”, pois ela era rosada e rechonchuda. Estava sempre bem vestida. Era sempre a mais séria dos três irmãos.

Agnes tinha 7 anos, quando seu pai faleceu apesar dos grandes desafios, sua mãe educou bem seus filhos. Todas as noites reunia-os para rezar o rosário e os fez conhecer desde cedo os menos afortunados. Levava regularmente alimentos aos pobres, geralmente acompanhada por Agnes.

Desde os doze anos, ficava impactada com as cartas dos jesuítas missionários na Índia. A miséria material e espiritual de tanta gente tocava o seu coração e sentia o profundo desejo de ser missionária.

Aos 18 anos, sentindo irresistível o chamado procurou uma congregação que tivesse carisma missionário e encontrou as Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, da Irlanda. Sabendo que o sonho de Agnes era o trabalho missionário junto aos pobres na Índia, as superioras a enviaram para lá, assim ela faria o seu noviciado já no campo do apostolado.

Em 24 de maio de 1931, fez votos de pobreza, castidade e obediência, recebendo o nome de Teresa. Irmã Teresa foi para Calcutá onde passa a ensinar História e Geografia no Colégio de Santa Maria, durante uma viagem de trem, ouviu um chamado interior que a fez decidir abandonar o noviciado e se dedicar aos necessitados.

Em 21 de dezembro ( dia do meu aniversário… só a nível de curiosidade hehe) reuniu um grupo de cinco crianças, num bairro pobre e começou a dar aula. Pouco a pouco, o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinquenta crianças. Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa usava um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Ia de abrigo em abrigo levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestativas para qualquer trabalho.

Gente, eu não sei vocês, mas ao ler isso eu fico imensamente impactada, a história de Madre Teresa sempre me encantou, me inspirou, e me faz refletir sobre o meu posicionamento enquanto cristã, até mesmo como evangelizadora de criança.

Madre Teresa, já ensinava crianças ricas, já tinha uma vida religiosa, mesmo assim, foi dócil a ação do espírito santo e abriu mão de tudo, para ir ao encontro daqueles que mais precisavam. Será que nós estamos indo ao encontro daqueles que estão afastados da fé? Dessas crianças que as vezes nem sabem quem é Jesus?

Como podemos perceber tanto Teresa como Faustina, viveram experiências profundas com Jesus em sua infância.

Me faz pensar o quanto é necessário uma família estruturada, que reza unida, valores e atitudes tão raras nos dias de hoje.

E eu gosto sempre de pensar nas minhas missões com o spoleta, que podem ter crianças ali, que serão santas e que de alguma forma, estou sendo esse pequeno instrumento das mãos de Deus na evangelização delas.

É necessário acreditar na criança, investir em uma evangelização, mostrar que é possivel sim viver em santidade desde a infância.

O que desperta em vocês ao saber dessas histórias encantadoras dessas santas tão gracinhas??? Partilha nos comentários com a gente.

Desculpa o textão, mas não tinha como ser diferente….

Finalizo com essa frase de Madre Teresa, vale a reflexão:

“A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.”

 

Leia tbm:

  • Maria Alice

    Maravilhoso, realmente é inspiradora a vida das duas ❤

  • Thaise Fonseca

    Lindo!!! Não tinha parado pra ver que elas já tinham intimidade com Deus desde crianças. Que é nesse início da vida que se começa a trajetória da santidade!

    Eu como mãe percebo o quanto isso é verdade! Eu quero que meus filhos sejam santos, então tenho que ajudá-los nessa descoberta do amor. Mostrar os caminhos, rezar juntos…
    Vejo que qd me tornei mãe comecei a olhar as crianças de forma diferente… Não apenas como crianças que temos que brincar, mas sim pessoas amadas por Deus. 😍

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