Como eu já partilhei por aqui eu não me imaginava casando. O primeiro retiro fechado que participei, era um retiro de experiência vocacional para moças, ou seja, um retiro de discernimento para a vida religiosa. Nesse primeiro encontro com o amor de Jesus, me deparei com esse papo de santidade, que pra ser bem sincera me chamou muito a atenção, mesmo que eu não entendesse nada.
Conforme eu ia me aprofundando naquilo que ia sendo apresentado, mais sede eu tinha dessa tal santidade. O único “problema” disso tudo é que eu acreditava que o único caminho era o convento, o que significava me tornar freira. Uma mulher havia me dito nesse tempo que Jesus disse a Santa Faustina: “Meu amor não engana ninguém” e que Santa Clara disse: “Só é feliz quem vive a sua vocação”.
Poxa, eu queria viver a minha vocação, porque eu queria ser feliz! E que felicidade era essa? Eu não entendia o que era ser feliz. E mais do que isso, já existia em meu coração o desejo de viver a minha vocação, mesmo sem fazer ideia do que isso significava. E quando eu digo que não fazia ideia do que isso significava é porque realmente eu não sabia o que era isso de vocação. Só sabia que dentro do meu coração existia uma vontade de ser feliz plenamente, eu já tinha sede do eterno, porém até então estava preenchendo com coisas do mundo.
Algum tempo se passou, eu esqueci essa história toda de ser freira – por motivos da vida mesmo, que com certeza teremos oportunidades para partilhar – e pouco tempo depois conheci a Colo de Deus e é ai que o bicho pega, ou melhor, que Jesus me pega.
Na comunidade eu aprendi muito, inclusive sobre vocação e sobre a felicidade que só encontramos em Jesus, que não é coisa passageira, ou alegria momentânea, mas paz em saber que se faz a vontade dEle, seja sorrindo ou chorando, o que é o mais comum.

 

E como eu descobri que o casamento poderia ser um caminho de santidade?

Depois de começar a namorar com o Alex, mais precisamente quando noivamos, eu pensava muito em como seria me casar, em especial na questão espiritual. Até então eu só conhecia santos que foram padres ou freiras, fiquei preocupada com isso. Eu queria ser santa, mesmo me casando.
Começamos a pesquisar sobre vida dos santos casados, queríamos olhar para a história de quem viveu o casamento de acordo com a vontade de Deus e encontramos santos que foram casados. Isso me fez perceber que o casamento é sim um caminho de santidade, basta que eu viva ele conforme a vontade de Deus. Claro que não é fácil, mas é possível. Já deu certo com outras pessoas e pode dar certo com a gente também!
Eu sou devota de Santa Gianna – e ser devoto é olhar para vida daquele santo e querer imita-lo em suas virtudes – e olho para a maneira como ela foi médica, esposa e mãe e vejo o carinho de Deus. Eu desejo isso, ser aquilo que sou chamada a ser da melhor maneira possível. Também sou devota de São Luís e Santa Zélia Martin (os pais de Santa Terezinha) e olhar para o Matrimônio deles me faz acreditar que nos pequenos detalhes podemos agradar a Deus, cuidando do esposo, dos filhos e do lar.
A cada dia eu tento me aprofundar um pouco mais em todas as chances de santidade que Deus nos dá através do Matrimônio, tanto estudando quanto vivendo. O Matrimônio é composto de alegria e tristeza, saúde e doença, de altos e baixos; mas em cada uma dessas situações há o cuidado e o carinho de Deus. E Ele também sonhou com casais santos, com matrimônios que levam almas para o céu e fazem com que o nome dEle seja conhecido.
Cabe a nós que somos chamados a essa vocação, lutarmos com todas as nossas forças para conhecer a vontade de Deus em nosso respeito, seja como esposos ou pais e mais do que apenas ouvir a Sua voz, obedece-la.
Por acreditar nas chances de santidade que o Matrimônio nos proporciona eu quero partilhar com vocês do meu casamento, mas também quero saber como vocês enxergam as possibilidades de santidade através do seu casamento. Partilha aqui com a gente, deixe seu comentário. No próximo post vamos falar sobre como nós descobrimos que éramos chamados ao casamento. Até mais!