VERDADEIRA

Matrimônio: longevidade, você já se decidiu por isso?

Gente! Estou mega em falta com vocês. Ai que vergonha… Orem aí por mim, preciso demais. Mas… Chega de drama, vamos ao que interessa.

Essa semana que passou, na quinta-feira, dia 13/julho, eu e Charlie comemoramos 6 anos juntos. Siiiim! 6 anos do nosso primeiro sim aos planos de Deus, 6 anos de compromisso. E pensando sobre isso, refletindo sobre a nossa história e o que Deus tem feito em nós, resolvi partilhar com vocês algo que é necessário na caminhada com Deus, no namoro, no matrimônio, na vida… D-E-C-I-S-Ã-O!

Uma vez vi no Facebook uma tirinha onde aparecia um casal de mais de 60 anos de idade. Eles era questionados sobre o “segredo” para ter um casamento tão duradouro. E eles responderam assim: “somos da época em que se consertava aquilo que estava estragado”. E isso mexeu comigo. Porque o mundo em que vivemos hoje é um mundo completamente descartável. Se meu celular estraga, eu compro outro. Se minha geladeira está ruim, eu compro outra. Se a roupa rasga ou fura, eu jogo fora e compro outra. Se surge um carro mais moderno, eu compro. Um mundo de coisas, não mais de pessoas, nem de sentimentos, muito menos de valores. Tudo agora está coisificado. E uma coisa não tem valor, uma coisa não tem importância, uma coisa não tem vida. Nós perdemos o valor e o sentido em nossa vida. Se meu amigo falha comigo, eu deixo ele de lado e procuro outro. Se meu namorado ou minha namorada me decepcionam, eu termino o relacionamento e namoro outra pessoa. Se não é do jeito que eu quero, eu troco.

Estamos inseridos em uma realidade em que tudo passa, e onde se esqueceu de Deus, das Suas promessas, e da vida eterna.

Lembro que, quando eu era criança, por ver ao redor uma realidade de vários casamentos destruídos, eu tinha medo de um dia me casar e me separar. Eu não queria começar algo que em um certo prazo de tempo iria acabar. Mas, um dia, eu comecei a perceber realidades de casamentos duradouros, casamentos fortes, casamentos solidificados ao meu redor. Casamentos em Deus. E então eu também comecei a querer isso pra mim.

Certo dia, meu diretor espiritual me disse: “Minha filha, o amor é uma decisão. Não se iluda achando que vai encontrar o príncipe encantado. Porque ele não existe. Mas existe um sim um homem de Deus que Ele mesmo vai revelar pra você. Ore!”. E foi assim que eu fiz. Entreguei nas mãos de Deus a minha vocação matrimonial e pedi à Ele que guardasse o meu coração no coração Dele e me devolvesse somente no dia em que eu tivesse encontrado o homem que iria ser meu amigo, companheiro e esposo até que Jesus voltasse. E assim aconteceu.

Eu passei praticamente 2 anos rezando e colocando no coração de Deus toda a minha intenção de viver a vontade Dele, de ser o que Ele desejasse. E depois de 2 anos de muita oração, de jejum, de lutas e renúncias, meu José apareceu, ou melhor, meu Charlie apareceu! 💙

Mas não fiquem pensando que são 6 anos de alegrias, risadas e muita realização pessoal. NÃO! Como disse no começo deste texto, são 6 anos de compromisso. 6 anos de decisão. Em Deus, eu decidi pelo Charlie, e ele por mim. Em Deus, decidimos namorar. Em Deus, decidimos ficar juntos pelo resto dos nossos dias, pela graça do sacramento do matrimônio. Somos duas pessoas diferentes, que decidiram levar uma a outra ao céu.

Uma vez também ouvi do meu diretor espiritual que “toda decisão requer renúncia”. Não se pode ter tudo. Se decido pela vida matrimonial, preciso me comportar e pensar como uma pessoa casada, que tem uma família. E não como uma pessoa solteira, que vive por si e não tem as responsabilidades de ter uma casa, uma família,…

O problema que encontramos hoje na nossa sociedade é que estamos tão acostumados a trocar tudo que acabamos gerando em nós a cultura da troca também nos nossos relacionamentos, na nossa vida pessoal… Nos tornamos pessoas mimadas, que querem tudo do seu jeito, no seu tempo, sem se importar com quem está a sua volta. Nos tornamos egoístas, perdemos a nossa essência de filhos de Deus, filhos do Amor.

Meus queridos e minhas queridas, o que eu quero que vocês entendam com essa partilha é que em todas as esferas da nossa vida nós teremos que decidir por alguma coisa, e vamos renunciar a outra. Mas isso não pode gerar no nosso coração medo, receio… Pelo contrário. Isso é sinal de maturidade. Maturidade de saber que não podemos ter tudo, maturidade de saber o que queremos para a nossa vida.

Precisamos transformar a nossa geração, e influenciar as gerações que virão! Não podemos mais ser um povo que se esqueceu do seu Deus. Precisamos assumir na nossa vida a decisão de vivermos como filhos de Deus, e como filhos de Deus tomarmos posse daquilo que é nosso: o céu!

Amém ou Aleluia?!

Tava com saudade… Deixa eu comentário, sua curtida e compartilha!

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