FORMAÇÃO

Mais um texto, vamos lá!

Oi gente!!! Nossa, duas semanas já desde o primeiro post… Bom, eu ainda estou me adaptando a essa vida de colunista (kkk). Como eu disse na última vez, aqui vamos falar de formação, de todo o tipo de formação.

Há pouco tempo, recebemos um texto da Wagna, do Rio de Janeiro, testemunhando algo muito importante sobre a vida dela. O título é “Minha missão começa em casa“, ele está postado aqui no nosso blog, dá uma conferida depois.

Bom, quando li o texto dela pensei: “caraca, é tudo o que eu passei!”. Sabe quando rola esse sentimento de que a pessoa está falando de você? (kkk) Pois é… Por isso revolvi partilhar com vocês sobre as seguintes questões: “Como seguir a vocação? O que fazer? Como fazer?”.

Eu, pelo menos, achava que tinha que ser uma heroína pra seguir a minha vocação. Quando passei por um processo de conversão e descobri o meu chamado, sabia que seria difícil de seguir, porque eu também sabia que, quando algo é de ‘Deus, há perseguição e tribulação. Mas o que eu ainda não sabia era que essa luta seria dentro da minha própria casa!

Minha mãe e meu pai nunca foram do tipo que me proibiam de fazer algo sem antes explicar, eles sempre conversaram bem comigo e me ouviam. Mas eu morava bem longe de onde era a comunidade no Rio de Janeiro, e a cidade por si só já é perigosa, ainda mais pra mim, que não conhecia muito bem os lugares por onde teria que passar.

O pior mesmo nem era isso, era saber que a dificuldade dentro de casa veio porque eu nunca tinha dado testemunho verdadeiro de ‘Jesus. Pois é!!! Eu nunca tinha apresentado mudança, melhora, crescimento, amadurecimento e, de uma hora pra outra, eu queria que meus pais percebessem tudo e me deixassem fazer o que eu queria. Mas sabemos que não é assim, né gente?! Foi aí que eu me encontrei no testemunho da Wagna.

GENTE! Não adianta… Tudo começa em casa, dentro da gente. Não adianta querer abandonar tudo pra seguir ‘Jesus e evangelizar os quatro cantos da terra se, dentro de nossa casa, as pessoas não conseguem perceber a transformação que ‘Ele tem feito na nossa vida.

Quando eu comecei o vocacional, ainda era a Joanna ‘mimimi’, que estava na Igreja mas não era Igreja, então era óbvio que meus pais não iriam entender o porquê de eu ir pra tão longe pra continuar vivendo da mesma forma, né?! Lembro, como se fosse hoje, do dia em que eu falei pra minha mãe sobre vocacional, que eu teria que ir pro outro bairro, bem distante, pra poder participar das formações. Ela não deixou, é claro, e disse que não tinha cabimento. E o que eu fiz? Hein?! Adivinha?! Fiquei quieta?! Silenciei?! Mantive a calma?! Nãããããããão! Eu briguei com ela, gritei com ela e fiquei com raiva. E eu tava me achando o máximo, defendendo minha vocação! Coitada de mim.

Lembro que fui, toda orgulhosa, falar o que tinha acontecido pro meu formador, e o que ele me disse?! Disse que eu tinha feito tudo errado, que seguir a minha vocação não deveria me fazer ficar como eu estava (brigando com minha mãe e sendo desobediente). Disse também que a minha vocação me mudaria por dentro e me tornaria testemunho de ‘Jesus dentro da minha casa.

Nossa, Me senti um lixo! Mas decidi mudar e, aos poucos, mais do que uma boa missionária, eu estava sendo uma boa filha e uma boa irmã. Lembro que, no dia em que eu estava arrumando minha mala pra entrar na comunidade de vida, minha mãe parou na porta do meu quarto e disse: “É filha, hoje eu vejo que você amadureceu, você melhorou. A comunidade tem te feito bem”. Traduzindo: A minha vocação me faz bem, ‘a minha vocação me faz feliz’, parafraseando Santa Clara.

Então meu povo, antes da gente querer ser missionário mundo afora, vamos ser missionários dentro de casa. É hipocrisia nossa querer mudar o mundo inteiro se dentro de casa somos os causadores da desordem.

Amém?!?!

Aguardo seu comentário, testemunho, e afins.

Deus abençoe você!

Leia tbm:

  • Gabriely Mota

    Totalmente verdade!

  • Ana Maria

    Em casa é o lugar mais complicado, pessoas que convivem todos os dias.

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