FORMAÇÃO IDENTIDADE

[identidade] Antes de tudo, filho!

Iniciamos a série sobre Identidade aqui na nossa coluna sobre formação. O primeiro texto foi mais uma noção geral daquilo que vamos abordar. O essencial é entendermos que, ao longo de toda a nossa vida, precisamos permitir que Deus trabalhe na nossa identidade, na nossa personalidade.

Vimos que a essência da nossa identidade é a nossa filiação, o vínculo que temos com alguém. Essa ligação à alguém estabelece, especialmente em nosso interior, um sensação de conforto, de sentido, de pertença. Não podemos saber quem somos se não sabemos de onde ou de quem viemos/pertencemos.

Então, quem eu sou? Eu sou filha de Deus. E você também é filho ou filha do Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra. Eu e você pertencemos à essa pessoa do Pai. Ele nos criou e nos amou por primeiro – por isso somos capazes de amá-Lo, porque Ele nos amou.

Mas o que tem acontecido com a figura do pai?!

Acontece, já há bastante tempo, que Satanás tem tentado destruir a imagem do “pai” para que nós tenhamos uma dificuldade, uma limitação ou até mesmo uma rejeição com a figura de Deus Pai. É só você parar para pensar como, nos últimos anos, tem sido a principal característica da nossa sociedade: uma geração sem pai, uma geração que não assume responsabilidades, uma geração que perdeu a noção do que é certo e do que é errado, uma geração que cresce sem limites, uma geração que não respeita autoridades. Tudo isso é fruto da intensa investida de Satanás contra a pessoa de Deus Pai. Se ele ataca a figura do pai humano, isso se reflete na figura do pai divino.

E isso é real na nossa vida particular também.

Nesses anos todos de comunidade, acompanhando muita gente, eu tenho visto exatamente isso: a forma como nos relacionamos com o nosso pai (e, claro, isso também de estende à nossa relação materna) é a forma como nos relacionamos com Deus Pai e com todos os homens que exercem algum tipo de autoridade na nossa vida. É um reflexo natural do nosso inconsciente, gravado automaticamente no que tange o relacionamento com a autoridade masculina na nossa vida.

A filiação é a base da nossa identidade. Se não sabemos quem somos na nossa essência, não conseguimos descobrir nenhum dos outros aspectos do nosso ser. Logo, não conseguimos atingir o nosso objetivo de vida: ser na plenitude quem somos chamados a ser.

Se nos percebemos na nossa natureza primeira, todo o nosso resto fica bagunçado. E o Espírito Santo não age na bagunça. Amém? Ele habita aonde há ordem. E é exatamente a ordem que queremos trazer para a nossa vida interior.

O que precisamos hoje é entender que somos filhos de Deus. E filhos de pais na terra. Filhos. F I L H O S. E nada mais. E como filhos devemos amar, obedecer, depender.

Que Deus nos permita hoje depender de Deus e obedecê-Lo o mesmo tanto que aos nossos pais.

Vamos trabalhar a nossa filiação?!

Vai para um lugar onde você possa ficar só, leva papel e caneta, reza… e escreve tudo aquilo que você lembra da sua vida com o seu pai e a sua mãe. Depois, você vai ler tudo o que você escreveu e vai rezar com a sua história. E você vai pedir pra Deus te revelar em quais partes da sua história de filha você ainda precisa de cuidado de pai e mãe, em quais partes você precisa ser curada… Quais partes você precisa arrumar.

E deixa o Espírito Santo agir e mexer, mexer e agir.

Deus te abençoe. Não esquece de curtir, comentar e compartilhar.

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  • Marina Sternheim Zanello

    Orar com a nossa história requer coragem, confiança e entrega. Orar com a nossa história e deixar o Espírito Santo agir e mexer, mexer e agir, é muito difícil, mas eu creio no Deus que cura liberta e restaura. Que além de mim, muitos também consigam dar esse passo e começar a orar com a sua história.

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