EDUCAÇÃO DOS FILHOS MATRIMÔNIO PATERNIDADE

Como devo agir na educação dos meus filhos quando “tenho pavio curto”

No post de hoje, vou tratar de um assunto com o qual muitos de vocês devem se identificar (eita que isso já deve de ter acontecido com você). Se você é pai, muito provavelmente, em algum ponto desta caminhada, por alguma razão qualquer, chegou a passar por alguma situação com seus filhos em que o limite da paciência foi ultrapassado. Talvez você descarregou a sua raiva; talvez, até mesmo um palavrão tenha escapado. E, para falar melhor desse assunto, vou compartilhar um pouco da minha infância com vocês.

Eu, na verdade, lembro pouco da minha infância, mas não esqueço que eu sempre trabalhei muito. Tenho poucas lembranças de quando eu brincava com meus amigos. A minha criação foi assim: trabalhar e depois brincar. Eu sou do norte do Paraná e lá o pessoal é bem rígido com certas coisas.

Lembro que eu apanhava bastante da minha mãe e que ela sempre me repreendia muito todas as vezes em que eu quebrava um copo ou amassava uma flor dela. Como ela me batia muito, eu desenvolvi um sentimento de rejeição e uns complexos de inferioridade, que eu só fui perceber bem depois. Devido a esta maneira de educar que minha mãe se utilizou, eu fui crescendo mais independente, mais fechado, mais ‘na minha’ mesmo. Você já deve ter visto pessoas assim.

Meu pai provavelmente teve a mesma educação que a minha. Eu me lembro que, depois de um tempo, quando eu já estava em ‘Deus, eu consegui me enxergar nele: um cara fechado que não se esforça para ter amizades. A maneira dele me educar era a mesma da minha mãe: me batia por pouca coisa, me repreendia, soltava palavrão e tudo mais.

A minha vida mudou muito depois que eu tive um encontro pessoal com ‘Jesus. Todas as minhas carências vieram à tona e eu pude compreender a história dos meus pais e as consequências da educação que eles tiveram no passado. Eu só fui entender o que estava acontecendo comigo porque ‘Jesus me mostrou.

Com o tempo eu percebi em mim muitos traços que eu havia herdado dos meus pais. Como, por exemplo, o fato de eu ter me tornado uma pessoa fechada,  me acostumado a guardar a raiva e a ser uma pessoa explosiva. Quando eu ‘explodia’ com alguém, descontava tudo, inclusive coisas pelas quais a pessoa não tinha culpa alguma. Então eu entendi que isso fazia parte da minha formação humana e que eu precisava mudar. Eu precisava mesmo mudar, eu conhecia ‘Jesus e ainda agia dessa forma.

Depois de algum tempo, eu me casei com a Dayane e tivemos o Miguel. Ainda assim, havia momentos em que eu me via repetindo com meu filho o que os meus pais faziam comigo, o que é muito triste. Era uma coisa que estava dentro de mim e meu filho não tinha nada a ver com isso. Mais uma vez, eu percebi que precisava mesmo mudar e entendi o quanto aquelas minhas atitudes estavam fazendo mal a ele.

Hoje, infelizmente, eu vejo que existem muitos pais que repetem esse mesmo erro, passando isso de geração em geração e criando pessoas feridas. Quantos filhos, pais, mães… Famílias inteiras machucadas. Você que é pai ou mãe: é preciso que isso acabe em você. Se você ainda enxerga em si mesmo(a) traços de seus antepassados que fazem mal para a formação de seus filhos, corte isso de você. Lute contra a sua natureza na certeza de que ‘Deus irá te ajudar.

Alguns psicólogos dizem que o caráter da criança é formado até os dois anos de idade, o que é muito sério, porque, com dois anos de idade, a criança depende totalmente do amor do pai e da mãe. Se ela é acostumada a sempre receber um “não”, depreciações e palavras de repreensão, vai acabar se tornando uma criança com um desenvolvimento afetivo prejudicado. Afinal, nesse caso, a aspereza tomou o lugar do afeto e do carinho que ela deveria receber.

Eu entendo que, às vezes, nos momentos de raiva, momentos de ‘stress’ do dia a dia, pode surgir uma vontade de dar um soco neles. Nesses momentos, precisamos respirar, dar uma volta e lembrar que, na maioria das vezes, os seus filhos não te estressam porque querem, mas porque precisam de atenção. Nem sempre a culpa é deles, mas nossa, porque sabemos distinguir o certo do errado.

Hoje, na Comunidade, eu trabalho na camiseteria. Tem dias que o trabalho é bem estressante e o cansaço físico e psicológico me acompanham no fim do dia. Em dias como esse, quando eu chego em casa e meu filho sente vontade de brincar comigo, eu tento ser o melhor amigo dele, então eu sempre faço um “esforcinho” de brincar, fazer ele rir e mostrar que o amo e que sinto falta dele durante o meu dia.

Entretanto, nem sempre a cena é assim bonita, às vezes eu não estou afim e preciso conversar com ele, tentar explicar a situação. Muitas vezes é melhor conversar e explicar o que houve e não simplesmente dar um “não!”, assim, diretamente, porque isso pode machucar. Afinal, ele não entende muito bem como as coisas funcionam, e isso pode gerar uma ferida emocional. No fim das contas, a paciência geralmente educa mais do que as palavras ditas bruscamente.

Na caminhada da paternidade, eu descobri que o amor está acima das regras, e que as regras sem o amor não valem de nada. Se a regra viesse primeiro que o amor, a palavra de ‘Deus estaria nos ensinando errado, pois o próprio ‘Jesus, em sua caminhada, fez questão de mostrar a grande importância do amor e da caridade. ‘Jesus também nos diz que amigo é aquele que dá a vida pelo outro, então, você que é pai, mãe, não exite em se doar pelos seu filhos inteiramente. Dê tudo de si, se esforce o máximo que puder; dê a sua vida por eles. Vale a pena, afinal o seu chamado e missão é educá-los para o céu.

Espero que o que eu foi escrito aqui possa ajudar de alguma forma na educação dos seu filhos e no seu dia a dia. Peçamos sempre ao Espírito Santo que venha sobre nós e nos dê um coração paciente e santo. Amém!
Se você gostou do texto, não se esqueça de comentar e deixar sua opinião! Deus abençoe a sua vida!

Leia tbm:

  • Rosane Barbara Miranda Moraes

    Verdade Alex,muitas das vezes nos deixamos levar pela maneira como fomos criados,a nos feichar e tal es nunca paramos pra analisar,o quanto erramos e não entendemos onde,e agora peço a Deus que nos ajude a quebrar tantas maldições em nossas familias,missão e relacionamento com os nossos amados filhos,que Deus nos ajude a mudar isso,Deus abençoe por seu testemunho,que na verdade é bem parecido com o meu.

    • Alex Tonon

      Amém Rosane 😁
      Eu acredito no poder do espírito santo, por isso nunca devemos parar de interceder, rezar por nossos filhos.

Scroll Up